RESENHA CRÍTICA: O Pacto de Adriana (El pacto de Adriana)

Não sei se haverá um público muito grande para este interessante e inesperado documentário chileno

09/01/2018 07:01 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: O Pacto de Adriana (El pacto de Adriana)

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O Pacto de Adriana (El pacto de Adriana)

Chile, 17, 1h36min. Direção de LIssette Orozco. Com Adriana Rivas. Música de Santiago Farah.

Não sei se haverá um público muito grande para este interessante e inesperado documentário chileno, feito com poucos recursos, mas uma ideia curiosa. É sobre uma jovem de família, que utiliza imagens antigas de vídeos familiares (e de vez em quando alguns rostos cobertos) para ir apresentando aos poucos sua família muito unida e a rainha da família, que depois de muitos anos trabalhando para o governo e distribuindo presentes para os parentes, de repente é declarada presa e culpada por até matar os prisioneiros do tempo do presidente Pinochet.

A história não tem nada de novo, mas a maneira e o comportamento da diretora, a sobrinha é discreta e parece sempre sincera, tentando equilibrar o que sente por essa tia (que agora vive em exílio, na Austrália, conseguindo escapar, mas que insiste em ser inocente mesmo trabalhando na organização chamada DINA de Pinochet!). Apesar das aparências ao contrário... outros testemunhos previnem que seria impossível trabalhar naquele lugar e posto e nunca se envolver com a parte pior, não apenas os banquetes e celebridades!

A transformação da moça parece ser honesta e o filme com um mínimo de recursos revela um dilema comum e aparentemente insolúvel. Ganhou um prêmio da paz em Berlim, e nos outros apenas participou (Chicago, Huelva, Moscou, Prêmios Fénix). Como dizem as pessoas, todas as pessoas têm seus segredos!

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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