RESENHA CRÍTICA: Jurassic Park: Reino Ameaçado (Jurassic Park: Fallen Kingdom)

O filme com seus exageros e repetições não chega a ser repulsivo. Mas está entre os mais fracos da franquia.

04/07/2018 23:48 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: Jurassic Park: Reino Ameaçado (Jurassic Park: Fallen Kingdom)

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Jurassic Park: Reino Ameaçado (Jurassic Park: Fallen Kingdom)

EUA, 18. 2h8min. Direção Direção de J.A.Bayona. Roteiro de Derek Connolly, Colin Trevorrow. Baseado em personagens de Michael Crichton. Com Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Geraldine Chaplin, Rafe Spall, Justice Smith, Daniella Pineda, James Cromwell, Ted Levine, B.D. Wong, Jeff Goldblum, Isabella Sermon (a menina).

Este é o quinto da série, como sempre assinada por Spielberg e Frank Marshall (houve antes Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros, 93, O Mundo Perdido: Jurassic Park, 97, Jurassic Park III, 01, Jurassic World O Mundo dos Dinossauros, 15). Como sempre avalizada pelo livro original do notável escritor e diretor de cinema Michael Crichton falecido precocemente (1942-1008). Curiosamente é o primeiro dirigido por um realizador espanhol, no caso J.A, Bayona (Barcelona, 75), que fez terror (O Orfanato, 07, Sete Minutos Depois da Meia Noite, 016), mas também o brilhante O Impossível (12). Não é porém o melhor da série, nem chega a ser o pior. Podia ser reduzido, ser menos redundante e ter menos dinossauros (no final das contas todos se misturam e o pobre espectador tem dificuldade em identificá-los). Acabam exagerando na ação e violência e a gente tem vontade resmungar: calma, menos, menos...

Acho bem interessante a abertura e conclusão do filme que é uma participação relativamente pequena do sempre interessante Jeff Goldblum, que depõe sobre o passado e presente da humanidade e dos bichos, abordando o assunto com eficiência e lógica (ele tão bom porque sempre mantém um tom meio leviano)! Também os primeiros minutos são interessantes e promissores (até porque o astro do filme e de muitas coisas mais, o simpático Chris Pratt, vai custar em entrar em cena, aliás como esperado). Por outro lado, a filha do malfadado Ron Howard (que afundou Han Solo), Bryce Dallas, está bonita e mais solta e com humor a câmera revela os sapatos de salto alto que havia causado polêmica no filme anterior (ela virou realmente estrela depois de muito tempo no fundo por causa do notável episódio do Netflix, em Nose Dive do Black Mirror). O resto do elenco já é mais duvidoso, porque os vilões são ultra raivosos, com o britânico Spall, a filha de Charles Chaplin Geraldine (certamente por viver há muitos anos na Espanha!), mas também uma trama paralela com uma encantadora menina (uma revelação que podíamos passar sem), atormentada pelo avô (o veterano James Cromwell, que por sua vez é filho de um diretor clássico James Cromwell, que fez filmes como Argélia, A Margem da Vida, O Prisioneiro de Zenda). O alivio cômico porém com um casal de jovens é quase nada eficiente e repetitivo. Desgosto especialmente do prolongado desfile (de monstros, não de modas) com as diferentes variantes de dinossauros a venda num leilão! Ou seja, o filme tem excesso de corridas, rugidos, uma ilha inteira que explode com um vulcão, cenas submarinas (pouco aproveitadas, embora o momento preferido para mim foi quando tentam escapar de helicóptero logo no começo).

Porém o que mais me espanta é justamente a infeliz divulgação por parte do estúdio (se houve sessão de imprensa não me convidaram) que foi insistindo em poucas sessões diárias, até batendo de frente com a Copa do Mundo e o frio (paguei para ver o filme, numa sala de Imax, que não tinha nem um terço da platéia ocupada). Não é assim que se cria o boca a boca, como demonstram melhor Disney e Warner. De qualquer forma, o filme com seus exageros e repetições não chega a ser repulsivo. Mas está entre os mais fracos da franquia.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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