RESENHA CRÍTICA: Normandia Nua (Normandie Nue)
Não sei se é o caso de descrever a história ou os personagens. Deixe se divertir com o ambiente rural e despretensioso!
Normandia Nua (Normandie Nue)
França, 18. 1h45m. Direção de Philippe LeGuay. Roteiro de Victoria Bedos, Olivier Dazat. O diretor nascido em 1956, fez o bom AS Mulheres do Sexto Andar, o ainda melhor Pedalando com Molière, 13, A Viagem de meu Pai, 15, Juliette um Amor Alucinante (ele é roteirista, diretor com 14 filmes). Com François Cluzet, François Xavier Demaison, Julie Anne Roth, Pili Groyne, Toby Jones, Vincent Regan, Colin Bates, Arthur Dupont.
Esta é uma comédia a la francesa, ou seja, cheia de cenas de nudez masculina, o que não é para todo gosto porque a intenção é fazer uma comédia satírica bem ao europeu onde todos estão dispostos a salvar seu povo! Gosto muito do ator central que é François Cluzet, que ainda parece o Dustin Hoffman e que faz aqui o papel central, ele é o francês prefeito, que tem que convencer toda a comunidade de moradores locais na Normandie , de cerca de 700 habitantes, para posarem nus para uma fotografia americana já que há uma crise muito grande na região (Cluzet fez filmes de sucesso como Intocáveis, Não Conte a Ninguém, Surrpresas do Coração, Mecânicas das Sombras, Doce Veneno, Insubstituível, Um Reencontro, e já tem 104 créditos de carreira). Assim é a famosa “campagne” de agricultura tradicional que é feita em tom de comédia, mas que o diretor afirma não querer nunca fugir do tom humanista e mesmo pitoresco. Não sei se é o caso de descrever a história ou os personagens. Deixe se divertir com o ambiente rural e despretensioso!
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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