Quem Matou Rosemary?
Noite de formatura na escola feminina de Avalon Bay. A festa retorna com tudo depois de ter sido suspensa por 35 anos, quando uma garota e seu namorado foram brutalmente assassinados. So que o sadico psicopata nunca foi preso e voltara a atacar os jovens em uma noite de medo e terror
Quem matou Rosemary? (The prowler/ Rosemary’s killer). EUA, 1981, 89 min. Terror. Colorido/Preto-e-branco. Dirigido por Joseph Zito. Distribuição: Versátil Home Video/ Universal Pictures
Slasher notório do início dos anos 80 e um dos mais violentos já produzidos, do diretor de “Sexta-feira 13 – Parte 4: O capítulo final” (1984), Joseph Zito. Abre em preto-e-branco com o noticiário do final da Segunda Guerra Mundial, em 1945, e pula para um baile de formatura em Avalon Bay, no mesmo ano. A personagem-título da história, Rosemary, é morta ao lado do namorado, por alguém vestindo trajes do Exército. Por causa do fato o baile ficou proibido na cidade, até que resolvem reativá-lo, 35 anos depois. O assassino nunca foi preso, e ele volta a atacar com mais fúria.
Preparem-se para mortes horrorosas e cenas violentas, no melhor estilo gore que o cinema americano produziu – a maquiagem é de Tom Savini, mestre no assunto.
O filme saiu exatamente no ano de maior (e melhor) produção de slasher movies, 1981, junto de “Sexta-feira parte 2”, “Chamas da morte”, “Feliz aniversário para mim”, “Noite infernal” e o the best one, “Dia dos Namorados macabro”. E como todo exemplar que se preze, as revelações surgem apenas no finalzinho, incluindo a identidade do assassino. Até lá pistas dão indícios de possíveis pessoas ligadas às mortes...
Traz participação dos veteranos Farley Granger e Lawrence Tierney, enquanto os outros atores, bem jovenzinhos, iniciavam a carreira. Uns engrenaram, outros não.
Até meses atrás a única cópia disponível de “Quem matou Rosemary?” no Brasil era da própria Universal Pictures, com metragem menor que a exibida nos cinemas da época (em DVD são 84 minutos, editada devido à violência). Agora a Versátil acaba de distribuir o filme na versão original de cinema, sem cortes e restaurada, igual a lançada nos Estados Unidos (de 89 minutos), mas no box “Slashers vol. VI”; é uma caixa em edição limitada com cards e extras, onde acompanham também os filmes “Sombra no escuro” (1979), “Prefácio da morte” (1989) e “Popcorn – O pesadelo está de volta” (1991).
Sou fã do cinema slasher desde pequeno, então recomendo este bom terror que faz sangue escorrer pela tela da TV!
Sobre o Colunista:
Felipe Brida
Jornalista, cr?tico de cinema e professor de cinema, ? mestre em Linguagens, M?dia e Arte pela PUC-Campinas. Especialista em Artes Visuais e Intermeios pela Unicamp e em Gest?o Cultural pelo Centro Universit?rio Senac SP, ? pesquisador de cinema desde 1997. Ministra palestras e minicursos de cinema em faculdades e universidades, e ? professor titular de Comunica??o e Artes no Imes Catanduva (Instituto Municipal de Ensino Superior de Catanduva), no Senac Catanduva e na Fatec Catanduva. Foi redator especial dos sites de cinema E-pipoca e Cineminha (UOL) e do boletim informativo "Colunas e Notas". Desde 2008 mant?m o blog "Cinema na Web". Apresenta quadros semanais de cinema em r?dio e TV do interior de S?o e tem colunas de cinema em jornais e revistas de Catanduva. Foi j?ri em mostras e festivais de cinema, como Bag?, An?polis, Bras?lia e Goi?nia, e consultor do Brafft - Brazilian Film Festival of Toronto 2009 e do Expressions of Brazil (Canada). Ex-comentarista de cinema nas r?dios Bandeirantes e Globo AM, foi um dos criadores dos sites Go!Cinema (1998-2000), CINEinCAT (2001-2002) e Webcena (2001-2003). Escreve resenhas especiais para livretos de distribuidoras de cinema como Vers?til Home V?deo e Obras-primas do Cinema. Contato: felipebb85@hotmail.com
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