RESENHA CRÍTICA: Frank
É interessante como se ainda produzem filmes inusitados e excêntricos como este aqui
Frank (Idem)
Irlanda, EUA, 14. 95 min. Direção de Lenny (Leonard) Abrahamson. Com Michael Fassbender, Domhnall Gleeson, Maggie Gyllenhall, Scott Mcnairy, Carla Azar, Tess Harper, François Civil.
É interessante como se ainda produzem filmes inusitados e excêntricos como este aqui, fadados a não ter muito sucesso (este não consegui mais do 600 mil de bilheterias americanas). Mas que podem virar Cult e agradar um público mais particular. Inspirado em matéria de jornal e vagamente em fato real, seria sobre um personagem criado por um humorista britânico chamado Chris Sievey, que criou um homem com uma cabeça redonda e grande de madeira a que deu o nome de Frank Sidebottom (1955-2010) aparecendo em muitas séries de TV britânicas.
Aqui a história é narrada por um jovem irlandês (Gleeson, filho de Brendan Gleson, que veio de Harry Potter, Invencível e Questão de Tempo). Ele é estudante desajustado que se acha músico e meio sem querer vai parar na América, onde irá fazer parte de uma banda que está preparando novo disco e praticamente se esconde num lugar rural, perto de lago friorento. Com eles, estava essa figura que tem seu rosto sempre coberto pelo boneco, que não sabemos bem se é talentoso ou maluco, despertando paixão numa garota do grupo (Maggie Gyllenhaal, que sempre gostou de papéis estranhos).
O mais estranho é que Frank é vivido por um astro famoso hoje em dia que é Michael Fassbender e foi ele mesmo quem pediu o papel para a produção, mesmo sabendo que teria que usar aquela máscara desagradável e pesada quase que o filme inteiro. Sem que vissem sua expressão! Coisas de ator... Enfim, não é uma comédia mas tem muito humor, porque esse é o jeito de enfrentar as reviravoltas da bandas, os altos (Maggie descobrindo o herói nu!) e baixos (as cinzas jogadas num falecimento).
Claro portanto que não é um filmezinho digestivo , Frank porém é Já é o quarto longo do diretor que se revela competente. Enfim, bizarro...
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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