RESENHA CRÍTICA: Sinfonia da Necrópole
Um filme com um ótimo elenco ainda pouco conhecido, canções divertidas e situações muito engraçadas
Sinfonia da Necrópole
Brasil, 14. Direção e roteiro de Juliana Rojas. Com Eduardo Gomes, Luciana Paes, Hugo Villavicenzio, Paulo Jordão, Germano Melo, Luis Marmore, Adriana Mendonça.
Tenho especial simpatia por esta comédia diferente e criativa que dizem que eu apresentei em Paulínia avisando “vocês nunca viram um filme como esse”. E confirmo agora. É o primeiro filme como diretora única de Juliana Rojas, que já tinha uma bem sucedida carreira em parceria com Marco Dutra em vários curtas e um longa também bem recebido (Trabalhar Cansa, 11). Marco continua ligado a ela e o grupo Filmes do Caixote tendo ajudado a escrever as canções do filme.
Sei bem que há dificuldade do público consumir filmes sem estrelas e promoção em TV, mas façam uma exceção. Original e engraçado, é uma comédia musical com toques de suspense e terror. O protagonista Deodato (Eduardo Gomes), se torna aprendiz de coveiro graças à indicação do tio. Com dificuldades para se adaptar ao trabalho, ele conhece a nova funcionária que tem a missão de conseguir espaço para os futuros mortos. Claro que o título brinca com Metrópole (São Paulo) e o cemitério (Necrópole). Num filme com um ótimo elenco ainda pouco conhecido, canções divertidas e situações muito engraçadas.
PS – Juliana esta no momento concluindo novo filme com Dutra, chamado As Boas Maneiras, descrito como sendo de terror e fantasia. Por enquanto procurem assistir este filme.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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