RESENHA CRÍTICA: O Roubo da Taça

Um dos principais vencedores em Gramado, faz lembrar um pouco as comédias italianas dos bons tempos

06/09/2016 23:58 • Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CR�TICA: O Roubo da Taça

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O Roubo da Taça

Brasil, 16. 90 min. Direção de Caito Ortiz. Com Tais Araujo, M Catra, Milhem Cortaz, Thelmo Fernandes, Leandro Firmino, Danilo Grangheia, Fabio Marcoff.

A taça é a famosa Jules Rimet que os brasileiros ganharam honrosamente, mas que tem uma história e um mistério atrás dela, que muita gente já esqueceu. Na verdade, o fato é real e virou filme já em 1961 como O Homem Que Roubou a Copa do Mundo, dirigida por José Cajado Filho, com Ronald Golias, Grande Otelo, Tutuca, Renata Fronzi, Yara Lex, Dorinha Duval, Mauricio do Valle, Arlindo Costa, Braz Chediak. E naturalmente era uma chanchada bem carioca.

Esta nova versão foi realizada pelo carioca Caito Ortiz, que fez documentários entre eles um sobre futebol (O Dia em Que o Brasil Esteve Aqui, em 2005, sobre o jogo entre Brasil e Haiti), também fez as séries Estação Liberdade (2003), fdp (12) e Motoboys Vida Loca (03). A ação se passa em 1983, quando dois malandros têm a genial ideia de roubar a taça que acham que deve valer muito e que está guardada sem maior segurança na Confederação de Futebol no Rio.

Utilizando atores (quase todos) pouco conhecidos (a única estrela que tem no elenco é a encantadora Tais Araujo) faz lembrar um pouco as comédias italianas dos bons tempos, sátira de costumes, como Rufufu (ou Os Eternos Desconhecidos), onde a incompetência não é obstáculo para se tornarem ladrões. Esse clima divertido e muito brasileiro fez com que o filme foi selecionado para o Festival de Gramado, coisa rara numa comédia (neste ano, curiosamente teve outras!).  Venceu em 4 categorias, Ator, Roteiro, Fotografia e Direção de Arte.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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