RESENHA CRÍTICA: Logan Lucky - Roubo Em Família (Logan Lucky)

Tem um aspecto de já visto, de um esforço de fazer humor que nunca se realiza

20/11/2017 15:44 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: Logan Lucky - Roubo Em Família (Logan Lucky)

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Logan Lucky - Roubo Em Família (Logan Lucky)

EUA, 17. 1h58 min. Direção de Steven Soderbergh. Roteiro de Rebecca Blunt (primeiro trabalho dela). Com Channing Tatum, Adam Driver, Daniel Craig, Katie Holmes, Riley Keough, Seth McFarlane, Daniel Craig, Jack Quaid (filho de Meg Ryan), Brian Gleeson, Katherine Waterston, Sebastian Stan.

Depois de fazer uma grande quantidade de filmes para cinema e séries de TV (41 projetos até o momento) o premiado com Oscar e Palma de Ouro resolveu tirar umas férias e passou praticamente três anos fora do trabalho para retornar com este filme aqui (em parte por causa de sua amizade com o ator Tatum, com que já trabalhou e assina como coprodutor). Desde Minha Vida com Liberace (13). E novamente reunindo um elenco de gente famosa e amigos as vezes em papeis pequenos. Basicamente uma comédia (de poucas risadas) naquele estilo de humor sulista, que não funciona muito no exterior mesmo quando importa com o prestígio do seu nome, atores fazendo diferente e com sotaque estranho (o caso de Daniel Craig, que não chega a convencer muito). Mesmo Tatum está envelhecendo demais e perdendo o brilho.

Mas ainda assim o filme não foi muito mal nos EUA (por volta de 26 milhões) apesar do ritmo lento e a narrativa arrastada estranha para uma comédia de assalto. Será culpa do sotaque? Enfim, é interessante porque Steven quis ter controle criativo sobre o filme, fugindo dos estúdios, conseguindo uma distribuição fora do comum, levantando o orçamento no exterior, e depois já fechando os diretores de cinema vendendo para a HBO, Netflix, VOD, TVs e aviões. Com tudo já pré-pago, mesmo se fosse um lucro de 15 milhões já estaria pago.

De qualquer forma, acho o trabalho do diretor irregular, alternando trabalhos apenas curiosos, com outros notáveis e vários descartáveis (está fazendo agora Oito Mulheres e um Segredo, versão feminino de Ocean´s Eleven, a série de TV Godless, o telefilme Mosaic e o Panama Papers Project). Neste caso ficamos num meio termo no que vem a ser basicamente uma aventura sobre uma quadrilha de mal-sucedidos caipiras rurais que resolvem participar de assalto, diante da crise financeira (Tatum perdeu o dinheiro). Ele é Jimmy Logan (O Sortudo, Lucky), ex-jogador de futebol que se junta ao irmão Clyde (veterano militar que perdeu parte de braço em combate, no papel o Adam Driver, também mal aproveitado). Decide também chamar a irmã Kellie (Keough), dois irmãos jovens de Joe e principalmente a curiosidade do filme que é a presença de Joe Bang (Craig tenta muito em vão fugir de James Bond).

Tem razão os críticos que não desprezaram o filme, mas chamaram a atenção para seu aspecto de já visto, de um esforço de fazer humor que nunca se realiza. Nem mesmo com piada sobre Game of Thrones. Ah, como sempre Steven é o diretor quem também usou o pseudônimo passando pelo diretor de fotografia, Peter Andrews. Mas não vai para o melhor de sua carreira.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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