RESENHA CRÍTICA: Boys (Jongens)
Feito originalmente para a televisão holandesa, este delicado filme romântico gay é uma alternativa para quem deseja apreciar o gênero
Boys (Jongens)
Holanda, 14. 78 min. Direção de Mischa Kamp. Com Gijs Blom, Ko Zandvliet, Jonas Smulders, Ton Kas, Stjin Taverne.
Feito originalmente para a televisão holandesa, este delicado filme romântico gay é uma alternativa para quem deseja apreciar o gênero. Mas fique prevenido, que não há nudez, nem nada muito detalhado, nem beijos mais explícitos. Parece ter sido ate feito para teens interessados no tema, mas ainda não preparados para se assumirem-se.
Com bela fotografia, heróis bem jovens e fotogênicos, tem uma história simples de dois rapazes estudantes que durante o verão se exercitam nas corridas. Aos 19 minutos já tem um beijo (numa bem composta cena que também é o pôster) e o resto dos conflitos e duvidas, são igualmente discretos e civilizados. Curiosamente a direção é de uma mulher chamada Mischa que fez muita TV, mas nada exibido por aqui.
Foi exibido e premiado em diversos festivais holandeses como em Zlin (4 prêmios inclusive ecumênico), Nederlands Film Festival (critica e ator coadjuvante), Lucas (filmes para jovens), Mumbai Gay (filme)e Cinekid (melhor filme holandês).
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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