RESENHA CRÍTICA: La La Land - Cantando Estações (La La Land)

Não é um musical perfeito, mas é para se assistir com o coração, a saudade, sorrisos e uma pontinha de lágrima

14/01/2017 22:10 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: La La Land - Cantando Estações (La La Land)

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La La Land – Cantando Estações (La La Land)

EUA, 2016. 128 min. Direção: Damien Chazelle. Elenco: Ryan Gosling, Emma Stone, Amiée Conn, Terry Walters, J. K. Simmons    

Parece que não há a menor dúvida de que o grande favorito para o Oscar deste ano  é mesmo o musical romântico La La Land (e que no Brasil ganhou como sempre um sub titulo horrível algo como Cantando Estações, não de trem ou ônibus mas suponho eu que se refira as estações do ano). Acabou de ganhar sete prêmios no Globo de Ouro, que é sempre uma boa indicação, embora seja musical tem outro favorito, o triste e bonito e político Moonlight
Embora eu tenha alguns problemas com o filme a verdade é que até fiquei emocionado com a cena inicial do filme que foi recriada diante do hotel onde ocorreu o Globo do Ouro com a participação do apresentador Jimmy Fallon com astros famosos e novatos todos cantando e dançando como no filme, só que nele tudo sucede num congestionamento que  é típico da cidade de Los Angeles, onde há sempre esse problema com engarrafamento. Só que aqui eles começam a dançar na rua, em cima dos carros, alegres e felizes no que  é basicamente uma homenagem a cidade de onde tudo e possível ... Dai o nome ou apelido de La La La, algo como a terra do faz de conta onde tudo é uma fantasia.
O filme é um sonho do diretor chamado Damien Chazelle, um rapaz ainda muito novo que sonhava há anos fazer um filme assim, musical e romântico, diz ele que inspirado inclusive não só nos musicais de Hollywood como o lendário Cantando na Chuva, mas também naqueles franceses de Jacques Demy, em particular Os Guarda Chuvas de Cherbourg, e também outros onde a canção  é mais dita que cantada. O resultado é encantador e valorizado por uma direção de arte, incrível. 
Não gosto tanto assim do fato da dupla de astros sejam cantores tão discretos, cantam baixo e para dentro. Mia  é uma pretendente a atriz que ainda não deu certo, a atriz  é Emma Stone, que veio de várias parcerias com Woody Allen e não é propriamente bonita, mas tem um ar alegre, agradável, dança com certa graça e interpreta com sinceridade. O seu romance  é com um musico de jazz não muito feliz com a carreira é vivido por Sebastian, que  é Ryan Gosling, que na verdade começou a carreira como ator juvenil e musical de televisão e hoje faz sucesso como figura misteriosa e sempre interessante. Os dois se conhecem, se sentem atraídos e dançam de forma adorável a música a Lovely Night numa noite numa rua de Los Angeles.
Mas todo o filme na verdade  é uma homenagem a Los Angeles em diversas formas, por exemplo a James Dean, porque o casal vai até ao Griffith Observatory e Samuel Oschin chegando mesmo a dançar com as estrelas. Depois Los Angeles, que é famosa por suas piscinas, faz jus a isso numa festa em Encino, lembrando as piscinas famosas do pintor David Hockney. Passeia de carro e também Mia testa uma peça de teatro num antigo cinema chamado Rialto, que existe até hoje em South Pasadena (ainda que fechado só para eventos privados). O Lighthouse Cafe que fica no Hermosa Pier, o Van Beek Studios, o clube de jazz favorito do protagonista que serviria tapas e samba nunca existiu. Em vez disso havia lá um estúdio de gravação aonde Barbra Streisand gravou seus discos mais famosos. Nem é preciso dizer que o filme será uma nova atração turística da cidade... E temos ainda algumas imagens de Ingrid Bergman, estrela de Casablanca, À Meia Luz, Anastasia, Assassinato no Orient Express mas as referencias diretas tiveram que ser cortadas e só devem aparecer no futuro DVD/Blu-ray. Nem  é preciso dizer que Ingrid continua linda...
Reclamo de mais coisas como o final já longo, que se estica sem necessidade e poderia ter maior impacto. Não é um musical perfeito, mas é para se assistir com o coração, a saudade, sorrisos e uma pontinha de lágrima.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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