RESENHA CRÍTICA: Blade Runner 2049 (Idem)

Tudo no filme envolve e emociona, criando um universo fascinante e único (que evoluiu muito do original)

05/10/2017 11:20 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: Blade Runner 2049 (Idem)

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Blade Runner 2049 (Idem)

EUA, 17. 164 minutos. Direção de Dennis Villeneuve. Roteiro de Hampton Fancher, Michael Green. Baseado em livro Phillip Dic. Com Harrison Ford, Ryan Gosling, Ana de Armas (como Joi), Dave Baustista, Robin Wright, Jared Leto, Hiam Abass, MacKenzie Davis, Carla Juri, Edward James Olmos. Música de Hans Zimmer, Benjamin Wallifisch.

Foi um desafio e tanto fazer esta continuação de um filme clássico que não é apenas por excelência o Cult de toda uma geração, como foi um notório fracasso de bilheteria. E o risco continuou afastando o criador original Ridley Scott (que assina como apenas um de vinte e tantos produtores) colocando no elenco também astros famosos (não quero estragar a surpresa então basta afirmar que há aparições de grandes estrelas, ou dublês delas!). Mas, além disso, procurando criar uma história que no possível é uma continuação do original, muito bem recriada por um diretor franco canadense que até agora ainda não havia sido celebrado por seu talento (é o caso de Dennis Villeneuve, que ficou famoso e concorreu ao Oscar com Incêndios, o que explica a aparição de atrizes desse filme), Os Suspeitos com Jake Gyllenhaal e Hugh Jackman, o cult Sicário Terra de Ninguém, A Chegada (Arrival) com Amy Adams). No mínimo já garantiu uma indicação ao Oscar também por supervisionar a notável direção de arte, fotografia, figurinos e por que não introduzindo mulheres jovens de grande beleza (sendo que deixa um mistério com dublê quando chega a vez da musa do filme anterior, Sean Young (agora já uma senhora nascida em 1959, cinema é muito cruel com as mulheres, o outro astro Harrison Ford, de 1942 e esta ai fazendo um novo Indiana Jones e seu rosto marcado e envelhecido só lhe dá maior segurança e verdade).

Há um letreiro no começo do filme, mas fora isso não tentam seguir os fatos ao pé da letra. Ryan Gosling, que perdeu o Oscar este ano (mas não merecia mesmo), aqui mergulha no papel de forma convincente, o que filme ressente é ausência de uma figura carismática como era Rutger Hauer e não tem substitutos, nem mesmo o premiado com o Oscar, Jared Leto, até porque a trama deixou de ser apenas localizada numa metrópole local para se tornar basicamente uma grande aventura espacial repleta de tecnologia e cenas de ação. E mulheres belas e marcantes (que vão desde Robin Wright, de quem não sabemos que lado está, a vingativa e cruel Luv, Sylvia Hoeks).

Mas também não é uma aventurazinha qualquer. Como já acentuei, tudo no filme envolve e emociona, criando um universo fascinante e único (que evoluiu muito do original). É possível que alguns podem achar a narrativa longa. Para mim porém foi uma “trip” fascinante!

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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