RESENHA CRÍTICA: Um Perfil Para Dois (Un Profil Pour Deux)

Uma farsa simpática e despretensiosa, que deve agradar os mais velhos

09/11/2017 09:00 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: Um Perfil Para Dois (Un Profil Pour Deux)

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Um Perfil Para Dois (Un Profil Pour Deux)

França, Alemanha, Bélgica, 2017. 99min. Direção e roteiro de Stéphane Robelin. Com Pierre Richard, Yaniss Lespert, Fanny Valette, Stéphane Bissot, Stephanie Criencourt, Gustave Kerven, Macha Méril, Anna Bederke.

Pierre Richard, 1934, chegou a ficar bastante famoso no Brasil por causa de algumas comédias populares que estrelou. Entre 98 créditos, destacamos Loiro Alto do Sapato Preto (72), Os Fugitivos, de François Pignon, 86, La Chèvre, 81, Les Compéres de Pignon (o importante é que esses filmes foram sucesso na França e depois foram vendidos para o mercado externo, o norte-americano pelo autor dos roteiros que era Francis Veber). Infelizmente foram poucos os sucessos que passaram por aqui, incluindo O Golpe do Guarda Chuva (80), e mais recentemente, E Se Vivêssemos Todos Juntos?, 11, que era uma comédia da terceira idade para a qual ele, o diretor Stéphane Robelin, convocou também outros astros como Jane Fonda, Geraldine Chaplin, Guy Bedos, Claude Rich (falecido ano passado), o mais novo Daniel Bruhl, e naturalmente Richard (na verdade Richard tem outros filmes inéditos ainda pelo IMDB Perdidos em Paris e Fui um Banqueiro).

De qualquer forma, embora Richard seja considerado até hoje um dos maiores comediantes da França, vocês já sabem que ver comédia com uma cara desconhecida, mesmo que das antigas é uma coisa difícil, é preciso se acostumar com seus trejeitos e características. Ou seja, bom na França, mas difícil de agradar brasileiro! É bom mencionar o diretor Robelin que não tem muitas informações nem mesmo na Wikipedia! Fiquei sabendo apenas que se formou em Nicke em 1993, na Escola Superior de Realização Áudio Visual. Realizou alguns curtas, filmes publicitários, documentários para o canal France 2 e seu primeiro longa se chamou Real, 2004. Não conheço o elenco (Lionel Nakache, Sarah Bensoussan, Philippe Chaine, e pelo que eu procurei ninguém ficou muito famoso). Já este novo filme traz claro que Richard (muito idoso, ainda mantém sua vitalidade) ao lado de o jovem Yaniss Lespert (que estava ótima na comédia clássica Qual é o Nome do Bebê?. E dizem ser muito popular na França).

Mas é o velho Richard que tem as benções do diretor, que o deixou livre (a cena do bar foi inventada por ele) como um viúvo de 75 anos, que descobre na website sugestões para encontrar possíveis namoradas. Resolve usar o perfil do namorado de sua neta, e assim que vai conhecer Flora. Encantada com suas conversas e revelações, ela pede um encontro com ele, cara a cara, e enfim o velho senhor pede que o rapaz o substitua.

Já dá para perceber que é apenas uma farsa simpática e despretensiosa, que deve agradar os mais velhos. Quem sabe mesmo deva se recomendar os atores para assistirem o filme e aprender um pouco o que é a classe imortal do gênero. Ah, no filme tem uma participação de uma querida amiga minha (ficamos amigos num Festival em Mônaco, a princesa russa Macha Meril, estrela da Nouvelle Vague, que tem pequena participação ainda com sua graça de sempre, no papel de Marie).

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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