RESENHA CRÍTICA: Um Lugar Silencioso (A Silent Place)

É como eu supunha, o filme tem muita chance de fazer sucesso por aqui

05/04/2018 16:02 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: Um Lugar Silencioso (A Silent Place)

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Um Lugar Silencioso (A Silent Place)

EUA, 18. 90 min. Direção de John Krasinski. Roteiro de Brian Woods, Scott Beck e Krakinsi (os dois anteriores escreveram a história original). Produção de Krasinski e Michael Bay e outros. Com John Krasinski, Noah Jupe, Emily Blunt, Leon Russom, Millicent Simonds, Cade Woodward, Doris McCarthy. Musica de Marco Beltrami.

Estreia simultaneamente com os Estados Unidos, fora essa moda local de exibir em pré estreias filmes em horários de sessões alternativas na esperança de que estejam atraindo um público maior, ainda mais se tratando de um terror. Este aqui é curioso porque reúne o casal na vida Krasinski e Blunt (ela no fim do ano deve estourar como a nova Mary Poppins, juntos estiveram no filme dos Muppets, mas não na mesma cena). É evidente que ela quis dar uma força para o marido já de alguns anos, participando desta história duvidosa. Quero dizer, é preciso muita boa fé para acreditar na sua trama (uma novidade: a diretora de fotografia é uma mulher dinamarquesa chamada Charlotte Bruus Christensen e antes fez A Caça e principalmente com a Blunt, A Garota no Trem e com Denzel Washington Um Limite Entre Nos. Notem que mulheres nessa categoria são raras em Hollywood!). E desde já tem gente que acha que a história do filme se parece muito com outro filme, chamado The Silence, 2018, com Stanley Tucci, talvez por isso que anteciparam logo sua estreia. Outra curiosidade o roteiro original tinha apenas um linha de diálogo. A Atriz Millicent é surda desde criança por um erro médico com remédio (fez antes Sem Fôlego, 17). Foi rodado em Little Falls e West Dover Road em Pawling, ambos no estado de Nova York.

Embora tenha amigos que acharam que o filme se perde um pouco no final, a verdade é que a maior parte dos críticos gostou desta história de suspense e tensão, e naturalmente horror. É a história de uma família: o pai (Lee), sua mulher (classificada como a mãe) e seus três filhos. A mais velha é surda (e boa atriz por sinal!) Um letreiro no filme informa que estão no dia 89, de um mundo apocalíptico. A família tem que se movimentar com todo o cuidado, literalmente na ponta dos pés para irem numa lojinha próxima (onde consegue remédios para o garoto), mas se comunicam com a linguagem dos sinais.Tem o maior cuidado de não fazerem barulho porque há um enorme perigo inclusive na sua própria casa. O filme prossegue tempos depois quando a esposa esta grávida (a chegada de um bebê vai complicar as coisas). Os monstros, as criaturas podem matar ao menor som!

Este não é o primeiro longa de Krasinski que fez o para mim desconhecido Brief Interviews with Hideous Men, 09, com Timothy Hutton, Julianne Nicholson. Dirigiu também alguns episódios da serie que fez The Office, mais A Família Hollard (16) com Richard Jenkins. Isso poderia explicar porque fez o filme de forma direta, sem invenções, sem exagero de câmeras, preferindo um visual adequado. Já que quase sem dialogo tem que se firmar no visual. É como eu supunha, o filme tem muita chance de fazer sucesso por aqui.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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