RESENHA CRÍTICA: Verdade ou Desafio (Truth or Dare)

Faz tempo que deixei de me preocupar com filmes de terror para jovens adolescentes

03/05/2018 00:00 • Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CR�TICA: Verdade ou Desafio (Truth or Dare)

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Verdade ou Desafio (Truth or Dare)

EUA, 18. 1h40min. Direção de Jeff Wadlow. Roteiro de Jillian Jacobs. Michael Reisze Christopher Roach. Com Lucy Hale, Tyler Posey, Violett, Beane, Sophia Ali, Nolan Gerard Funk, Sam Lerner, Landon Liboiron.

Faz tempo que deixei de me preocupar com filmes de terror para jovens adolescentes, uma moda que começou nos Estados Unidos (e ate produziu alguns filmes curiosos do gênero), mas ultimamente tem se repetido. Com altos e baixos. Mas sempre tem esse público fiel que gosta de se assustar (e copiando os americanos gritando e torcendo na sala de cinema, já que o americano não leva o gênero a sério, é pura brincadeira e diversão! No que aliás estão certos). E como sempre sucede, quase todos os chamados jovens do elenco, já estão com cerca de 30 anos! O filme estreou nos EUA, numa sexta feira 13! E teve uma censura branda de PG-13! O filme custou apenas três milhões e meio de dólares e rendeu por volta de 35 milhões (para vocês verem que o terror ainda é um bom negocio). Teve porém críticas muito ruins em particular porque foi produzido por uma firma de prestígio de Jason Blum, justamente o que fez o memorável Corra!, Whiplash e tem 129 créditos!

Este aqui tem um diretor que é promissor Jeff Wadlow que ficou conhecido quando foi elogiado por Tarantino por Kick Ass 2, onde escreveu o roteiro e dirigiu. Também fez isso em outros filmes (Cry Wolf, Caçador, A História Real de um Assassino Falso etc.). Como diretor realizou Quebrando Regras, A História Real de um Assassino Falso). Prepara ainda Masters of the Universe. Ele contratou um elenco para nos pouco conhecido, começando com Lucy Hale (que é famosa também como cantora, fez muita televisão incluindo As Maldosas), depois com Tyler Posey, que é meio mexicano por parte de mãe e inglês por pai e ficou famosa com a série de TV Teen Wolf! e agora Pânico (Scream).

Nada porém impediu a reação ao filme que foi acusado de imitar outros (Corrente do Mal, It Follows, Ring o Chamado/ Ringu, e até outros filmes de Blum). Na verdade, não traz nada de novo (embora eu tenha achado o trailer rápido e envolvente). É sobre seis estudantes de Universidade em Ciudad Juarez procuram se divertir num feriado (o chamado spring break). Hale faz a boa garota desejada por Lucas (Posey) e com a amiga Markie (Beane). Acabam numa velha missão onde os outros inventam brincar com o jogo que irá se revelar mortal. E as mortes são violentas e grosseiras, de qualquer forma, toda a critica foi violentamente negativa assim como a reação no IMDB. Quem sou eu para discordar? 

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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