RESENHA CRÍTICA: Marvin (La Belle Éducation)
Narrado com cuidado e delicadeza, aborda o tema oportuno confirmando a qualidade da diretora (e como é bom rever La Huppert!)
Marvin (La Belle Éducation)
França,17. 1h55min. Direção de Anne Fontaine. Com Isabelle Huppert, Charles Berlin, Catherine Salée, Finnegan Oldfield, Gregory Gadebois, Jules Porier, Vincent MacCaigne, Catherine Mouchet.
Indicado ao César e Lumiére de ator revelação, premiado com o Queer Lion de Veneza, este é mais um bom e interessante filme da diretora Anne Fontaine (que nos mostrou outros dramas de qualidade como Coco Antes de Chanel (09), Lavagem a Seco (97), Agnes Dei, Nathalie X (03), A Garota de Mônaco (08). Aqui ela se dá ao luxo de conseguir a maior atriz da França no momento, Isabelle Huppert, interpretando ela mesma, numa tentativa de ajudar o protagonista chamado de Marvin, um garoto agora já adolescente, nascido e criado no interior do país, que sofre de bulling desde pequeno, vítima dos colegas grosseiros e grande parte da família que ou fica ausente ou o persegue. O protagonista é um rapaz britânico que já fez outros filmes e parece falar francês muito bem (entre os filmes de que participou estão Bang Bang Uma História de Amor Moderna, 15, Nocturama, 16, C´est ne pás un film de cowboy, os recentes Le Poulain e Smiling. Narrado com cuidado e delicadeza, aborda o tema oportuno confirmando a qualidade da diretora (e como é bom rever La Huppert!). Fez parte do Festival Varilux.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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