RESENHA CRÍTICA: Venom (Idem)

Ignore os críticos. Uma confusão total. Não é o tipo de coisa que eu gosto. It´s OK.

04/10/2018 00:13 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: Venom (Idem)

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Venom (Idem)

EUA, 2018. 112min. Direção de Ruben Fleische. Elenco: Tom Hardy, Michelle Williams, Riz Ahmed, Scott Haze, Reid Scott, Jenny Slate, Melora Walters. Direção de Ruben Fleische. Roteiro de Jeff Pinkner, Scott Rosenberg, Kelly Marcel. Produtores: Avi Arad, Matt Tolmach, Amy Pascal.

Este seria o momento adequado para cessar a recessão, que atingiu o público brasileiro atormentado pelos absurdos da eleição e seus mistérios, e assim introduzir dois filmes quase simultâneos que tem um forte potencial de sucesso, que será na próxima semana, o drama musical Nasce uma Estrela (já muito bem recebido pela nossa imprensa e com chance de ser indicado ao Oscar) e já agora este misterioso Venom que não foi muito ou quase nada recebido com simpatia pela imprensa americana, principalmente porque cometeu o erro de usar como frase para divulgar o filme, uma frase que diz “o Mundo já tem o suficiente de Superheróis”. Aproveitaram também negativamente o fato do filme ser da Marvel e estar provocando repercussões negativas (teve gente nos EUA que achou que Tom Hardy, o protagonista, lembra o famigerado produtor condenado Harvey Weinstein!). A Hollywod Reporter chegou a dizer que sOmente nos 71 minutos de projeção é que chega um momento mais chocante em diversos sentidos. Implicaram inclusive com a presença de Michelle Williams, que normalmente faz papeis dramáticos em filmes de arte (e chegaram a criticar o antigo Sam Raimi do Spider Man isso 11 anos depois!). Acham isso mais sério ainda é próximo a quando a Marvel expandiu seu universo após Black Panther, como se fosse um resultado secundário do gênero. Mesmo sendo o que eles chamam de “origin story” (conta a história de um surgimento de um super herói). E isso ressoa falso.

A história começa com uma nave espacial sem origem, que caiu na Malásia traz uma praga com um gosma esquisita e acaba por provocar um jornalista de San Francisco Eddie Brock, ou seja Hardy, que é despedido da TV local por ofender um magnata Carlton (Riz) durante uma entrevista. O ator britânico tem uma boa reputação de fazer papeis interessantes, mas funciona menos aqui, nem mesmo quando é noivo de Anne (Michelle). Nem quando entra em cena outra mulher (Jenny Slate) que a imprensa americana achou que deveria ser mais bem resolvida. O problema mesmo é que a fórmula Marvel continua a de sempre envolvendo um gênio criador de dupla identidade e não consegue convencer. Como seria de se esperar Eddie fica infectado com um alter ego que conversa muito com ele mesmo. Também não ajuda muito o fato do diretor ser um tal Ruben Fleischer (1974, de Washington, e que fez filmes nada memoráveis como Zumbilândia, Caça aos Gângsteres, Muito ou Menos). Por que o chamaram é um mistério que vai ainda custar caro! E embora a aventura possa render algum dinheiro num primeiro momento tem pouco humor (a cena de Stan Lee é mais longa que em geral, o resto rotineiro). Mas hoje em dia tudo é possível, saiu hoje por exemplo na imprensa americana que a campanha contra os filmes de Star Wars foi organizada pelos russos!

Para não ser do contra, procurei algumas outras críticas americanas e também de fãs, eis o resultado: do The Wrap, por exemplo, foi o filho do ator Hardy quem convenceu o pai a fazer o personagem, que desconhecia! (adivinhem a crise familiar que vem ai eheh). Family Nation: Venon é realmente ruim mas insanamente divertido! De fãs-Mediocre, trama mal resolvida. O problema é a Sony, que insistiu em manter a censura a PG-13, ou seja, para menores de idade. Não é ruim, mas é chato. Ignore os críticos. Uma confusão total. Não é o tipo de coisa que eu gosto. It´s OK.

Agora minha opinião pessoal: Aceitei a sequência tradicional onde se vê o mestre Stan Lee na sua tradicional aparição, mas me aborreci em passar um tempo enorme esperando a chamada final, que era apenas um trailer fotogênico da animação/desenho do Homem Aranha! (nem por isso, precisa ter fôlego para ver em cena uma aventura desse gênero!). Ah, tem ainda outra chamada para o futuro quando há uma ameaça de um futuro bandido vivido por Woody Harrelson com seu jeitão de sempre! Mas em geral o filme me decepcionou muito. Custa muito até a trama tomar jeito se perdendo um tempo enorme com as pseudo piadas de Tom Hardy, que nunca esteve tão forçado e sem graça. Na verdade, O elenco de apoio é uma vergonha atroz, gente feia, mal fotografada, canastrona, que só melhora um pouquinho quando finalmente entra em cena o tal de Venom. Mas mesmo assim tudo parece já visto sem merecer os 100 milhões do orçamento.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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