RESENHA CRÍTICA: Podres de Ricos (Crazy Rich Asians)

tTodo o filme é extremamente banal fixado numa família rica de rapazes e moças bonitonas e neutra

07/11/2018 14:07 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: Podres de Ricos (Crazy Rich Asians)

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Podres de Ricos (Crazy Rich Asians)

EUA, 18. Roteiro de Peter Chiarelli e Adele Lim baseado em best-seller de Kevin Kwan. Direção de John M.Chu. Com Constance Wu, Henry Golding, Michelle Yeoh, Gemma Chan, Lisa Lu,Awkafina, Harry Shum Jr, Ken Jeong, Sonoya Mizuno, Chris Pang, Jimmy O.Yang, Ronny Chieng, Remy Hii. Nico Santos, Jing Lusi.

Inicialmente esta comédia romântica endereçada ao publico oriental fez uma boa bilheteria nos EUA, mas logo se esvaziou já que não interessa a outro tipo de público. É basicamente uma alegoria turística extremamente comercial e mais preocupada em ilustrar figurinos e roupas sofisticadas, como se essa fosse a maneira de demonstrar que os ricos podem estar por cima embora agindo como qualquer outro milionário. Nem chega a ser direito uma comédia autêntica. Não tem mesmo nenhuma atração especial com atores que sejam famosos ao público leigo, a não ser com duas figuras: a veterana Michelle Yeoh fazendo a mãe vilã (ela é de Peark, Malasia, mas ficou famosa com O Tigre e o Dragão, 007 o Amanhã Nunca Morre, Os Guardiões da Galáxia 2, Memórias de uma Gueixa). O outro nome pseudo engraçado ainda aparece menos, o Ken Jeong que foi figura patética em comédias americanas como Se Beber Não Case I,II III, Transformers O Lado Oculto da Rua.

Ainda assim todo o filme é extremamente banal fixado numa família rica de rapazes e moças bonitonas e neutras, estrelado por Constance Wu (que faz Rachel Wu, a protagonista) como uma oriental que vive em Nova York, mas é rejeitada pela família do noivo muito rico (o apresentador de TV Henry Golding que nasceu na Malásia). Basicamente é apenas isso que se repete em festas decorativas, que celebram a fotogenia de Singapura! Durou pouco nas bilheterias americanas, menos ainda por aqui.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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