RESENHA CRÍTICA: Los Nobles: Quando os Ricos Quebram a Cara (Nosotros Los Nobles)

Este filme mexicano de bom só tem a ideia principal

04/11/2014 15:01 • Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CR�TICA: Los Nobles: Quando os Ricos Quebram a Cara (Nosotros Los Nobles)

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Los Nobles: Quando os Ricos Quebram a Cara (Nosotros Los Nobles)

México ,13. 108 min. Direção de Gary Alazraki. Com Gonzalo Vega, Karla Souza, Luis Gerardo Mendez,  Juan Pablo Giz, Ianis Guerrero, Carlos Gascon.

 

Acho curioso que tenha distribuidora este importante filme mexicano (o cinema deles não está num grande momento) e ainda mais uma comédia popular, que um visual que faz lembrar as produções de nossas chanchadas da Boca do Lixo de quase 30 anos atrás. Com uma fotografia feia e uma direção de arte impossível que não faz muita diferença quando o personagem está sendo rico ou pobre, porque esta sendo com cara de cafona ou caricato.

A curiosidade desta comédia é o fato de que ela é baseada num filme antigo mexicano chamado El Gran Caravela (1949), que foi dos primeiros filmes do diretor espanhol Luiz Buñuel no México (e também um dos poucos que não chegou a sair no Brasil em Home Video). É baseado numa peça antigo homônima (de Adolfo Torrado) e adaptado pelo casal Janet e Luiz Alcoriza (roteirista de Bunuel, O Alucinado, O Bruto, A Ilusão Viaja de Bonde, Os Ambiciosos e não creditado em O Anjo Exterminador).

Realmente o ponto de partida satírico tem a ver com as comédias que o cinema italiano realizava na época e não sei como alguém não aproveitou para fazer uma versão nacional. A história de um homem muito rico, milionário sem esposa mas com três filhos, dois rapazes e uma moça que vivem as suas custas, sem profissão, sem proposta ou destino. A moça, por exemplo, quer casar com um gigolô. Pena que todo o elenco seja do segundo time (embora o protagonista tenha dois Ariels, o Oscar local!).

Enfim, feito por jovem diretor estreante em longa, o filme de bom só tem a ideia principal.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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