RESENHA CRÍTICA: O Retorno de Mary Poppins

A nova Mary, ou seja, Emily, é a perfeita herdeira do personagem num filme encantador e surpreendente. Não percam.

27/12/2018 21:57 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: O Retorno de Mary Poppins

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O Retorno de Mary Poppins (Mary Poppins Returns)

Se você é daqueles que não gostam de musicais, esqueça. Parta para outra. Mas não tenho qualquer pudor em assumir que desde criança sou fã do gênero, que frequentei os shows da Broadway durante anos para ver os espetáculos (e fui jurado durante alguns anos, das montagens nacionais). Mas esta continuação me pareceu ainda melhor do que o original de 1964 que revelou Julie Andrews (ela não está nesta versão porque não quis prejudicar sua sucessora também britânica, a igualmente talentosa Emily Blunt). Mas fiquei impressionado com esta versão assinada pelo especialista no gênero que é Rob Marshall (que fez o premiado Chicago, Nine, Caminhos da Floresta e o ainda em produção A Pequena Sereia). Que acertou em cheio na trilha musical (quem canta é o muito famoso nos EUA, Lin-Manuel Miranda, que fez Hamilton, aliás aqui numa presença muito simpática!). O que me impressionou é que é mais leve do que o original, só que as referências são ainda mais bem-sucedidas (lembram-se dos números musicais em animação dos estúdios Disney, pois ficaram muito melhor em espetaculares e agradáveis momentos de dança e humor). É sem dúvida o melhor filme de Marshall, além de ter escalado um lendário grupo de grandes figuras, começando com a inesquecível Angela Lansbury (1925, e um dos meus ídolos), a inesperada volta de Dick Van Dyke (1925, inacreditavelmente em forma), Meryl Streep, Julie Walters, Colin Firth de vilão, sem esquecer todo o elenco competente. A nova Mary, ou seja, Emily, é a perfeita herdeira do personagem num filme encantador e surpreendente. Não percam.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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