RESENHA CRÍTICA: Museu (Museo)
o protagonista é mal desenvolvido e o diretor em vez de fazer um thriller bem-humorado se frustra numa mera curiosidade
Museu (Museo)
México, 2018. 2h8 min. Direção de Alonzo Ruiz Palacios. Com Gael Garcia Bernal, Leonardo Ortizgris, Simon Russell Beale, Lynn Gilmartin, Ilse Salas, Alfredo Castro.
Apesar do prestígio do astro mexicano Gael Garcia Bernal (que tem feito carreira por toda América Latina e também no cinema americano), e ter sido exibido na Mostra Internacional de São Paulo, e antes disso em Berlim, não consegue divertir ou interessar muito esta história real para mexer com a população local. Difícil gostar do protagonista estudante Juan Nunez e o amigo Benjamin, que no natal de 1985 roubam 140 peças do mais famoso museu do México, famoso por suas obras pré-hispânicas, como a máscara do Rei Pakal. Mas a família dele não o aprova, e ele acaba por se entregar, de forma bem banal. Aliás, todo o filme é assim, perde tempo, ainda que nos permita ver algumas das interessantes obras, mas o protagonista é mal desenvolvido e o diretor em vez de fazer um thriller bem-humorado se frustra numa mera curiosidade.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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