Contgio: Epidemia Mortal
Maggie, uma garota do interior, contaminada durante uma epidemia zumbi, porm a transformao demora seis meses para se completar. Seu pai, Wade, a acolhe em casa, para dar suporte filha nesse difcil processo
Contágio: Epidemia Mortal (Maggie)
EUA/Suíça, 2015, 95 min.
Dirigido por Henry Hobson
Maggie (Abigail Breslin), uma garota do interior, é contaminada durante uma epidemia zumbi, porém a transformação demora seis meses para se completar. Seu pai, Wade (Arnold Schwarzenegger), a acolhe em casa, para dar suporte à filha nesse difícil processo.
Na onda do “cinema zumbi” já vimos um pouco de tudo: filmes de terror sangrento, comédias de humor negro, paródias, mas nunca um drama – exceto o seriado “Walking dead”. Eis que Arnold Schwarzenegger startou a ideia juntamente com quinze produtores para a realização de uma fita baratinha de mortos-vivos (custou parcos U$ 8,5 milhões) bem diferente do que estamos acostumados. E a notícia boa: deu super certo! Schwarzenegger entrou de cabeça no projeto também como ator, coadjuvante, como o pai da garota mordida por um zumbi, interpretado pela atriz Abigail Breslin. Fugindo à regra dos personagens durões, agressivos e canastrões, Schwarzenegger mantém equilíbrio, está contido, barbudo, com ar angustiado, o que soa certeiro na tela, ao lado de Abigail, que cresceu bem depois da indicação ao Oscar por “Pequena Miss Sunshine” (2006).
Como disse, o filme é uma subversão total ao tema: não sofremos com sustos de ataque zumbi, muito menos entendemos as razões da contaminação. Não exija ação ou violência. O foco é o drama da garota doente dentro de casa, o cansaço, o dilema e a espera pela metamorfose, retratando os últimos meses de “humano” da jovem como se enfrentasse uma doença em estágio terminal. Lentamente ela fica com olhos brancos, sente a carne apodrecendo, e como apoio agarra-se ao pai e a um rapaz que conhece pelo caminho, também em processo de zumbização. Original ao extremo!
Pena que passou em poucas salas de cinema, mais no circuito independente. Quem assistiu gostou, inclusive eu, desse drama independente de origem existencialista (e por que não humanista) com o gênero horror subentendido.
Concorreu a prêmios em festivais de cinema de horror pelo mundo todo e teve exibição nos cinemas brasileiros em julho de 2015 como “Maggie: A transformação”. Saiu em DVD no mês passado pela Flashstar, que optou pela alteração no título, “Contágio: Epidemia Mortal”. Corra conhecer!
Sobre o Colunista:
Felipe Brida
Jornalista, cr?tico de cinema e professor de cinema, ? mestre em Linguagens, M?dia e Arte pela PUC-Campinas. Especialista em Artes Visuais e Intermeios pela Unicamp e em Gest?o Cultural pelo Centro Universit?rio Senac SP, ? pesquisador de cinema desde 1997. Ministra palestras e minicursos de cinema em faculdades e universidades, e ? professor titular de Comunica??o e Artes no Imes Catanduva (Instituto Municipal de Ensino Superior de Catanduva), no Senac Catanduva e na Fatec Catanduva. Foi redator especial dos sites de cinema E-pipoca e Cineminha (UOL) e do boletim informativo "Colunas e Notas". Desde 2008 mant?m o blog "Cinema na Web". Apresenta quadros semanais de cinema em r?dio e TV do interior de S?o e tem colunas de cinema em jornais e revistas de Catanduva. Foi j?ri em mostras e festivais de cinema, como Bag?, An?polis, Bras?lia e Goi?nia, e consultor do Brafft - Brazilian Film Festival of Toronto 2009 e do Expressions of Brazil (Canada). Ex-comentarista de cinema nas r?dios Bandeirantes e Globo AM, foi um dos criadores dos sites Go!Cinema (1998-2000), CINEinCAT (2001-2002) e Webcena (2001-2003). Escreve resenhas especiais para livretos de distribuidoras de cinema como Vers?til Home V?deo e Obras-primas do Cinema. Contato: felipebb85@hotmail.com
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