Caçada Mortal (A Walk Among the Tombstones)
Este é o mais fraco dos recentes filmes de aventura e ação de Liam Neeson
Caçada Mortal (A Walk Among the Tombstones)
EUA, 13. 114 min. Direção e roteiro de Scott Frank. Baseado em livro de Lawrence Block. Com Liam Neeson, Dan Stevens, David Harbour, Maurice Compte, Laura Birn, Adam David Thompson, Kim Rosen.
Este é o mais fraco dos recentes filmes de aventura e ação que Liam Neeson passou a estrelar depois do êxito inesperado de Busca Implacável (Taken, 08) e a vontade de trabalhar incessantemente para esquecer a morte trágica de sua mulher Natasha Richardson em 09. Extremamente banal, passa sua primeira hora inteira sem uma única cena de ação ou perseguição. Muito fraca em roteiro e coadjuvantes (aparece uma porção de gente esquisita e desconhecida, que não ajuda a fugir de clichês) onde tive a dificuldade de reconhecer o inglês Dan Stevens, revelado no seriado Downtown Abbey, ele largou a série para tentar novas oportunidades. Bem magro, ele faz um o traficante de drogas que gera a situação. Sua mulher é sequestrada por bandidos que conseguem o dinheiro de resgate - 400 mil dólares - mas que mesmo assim é entregue morta.
Neeson faz o detetive particular Matthew Scudder, ex-policial, que é chamado para resolver o caso e capturar ou matar os bandidos. O resto do filme fica mais violento mas mesmo sem novidade. O filme custou 28 milhões de dólares e rendeu nos EUA 26 (mas já estava pago com os adiantamentos dos distribuidores internacionais). Scott Frank dirigiu antes apenas O Vigia (07), mas é respeitado como roteirista (Marley e Eu, Wolverine Imortal). É tão pouco original quanto o seu titulo nacional. Originalmente Joe Carnahan iria dirigir este roteiro em 2002 com Harrison Ford. A novela original é baseada em livros com o personagem de Matthew (são 17 livros e este foi o décimo). Já houve outro filme com ele antes, Morrer Mil Vezes, 86, onde foi vivido por Jeff Bridges.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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