RESENHA CRÍTICA: A Noiva (The Bride/ Nevesta)
Não dá para dizer que é assustador ou mesmo diferente, mas não deixa de ser um pouco curioso
A Noiva (The Bride/ Nevesta)
Rússia, 2017. 1h33min. Direção de Svvatoslav Podgaeyvskiy. Com Vv acheslav Chepurchenko, Aleksandra Rebenok, Igor Khripunoy. 2017.
Não é toda hora que assistimos a um filme russo, ainda mais de uma produção recente de terror (anunciaram já um remake dele, versão americana). Não espere nada muito original ou por demais assustador, mas há certo charme (lembrando mesmo os semelhantes britânicos) ao contar a história de um hábito russo, em que as mulheres que morrem são fotografadas (o curioso é que os olhos delas são pintados como se estivessem abertos!). Depois desse caso que abre o filme, há um casal jovem que sonha em vir para o interior numa casa antiga, onde vão se casar. Tudo parece ir bem quando descobrem os indícios de uma outra figura que teria sido uma noiva enterrada viva! Daí em diante o filme vai ficando cada vez mais previsível quando a jovem também cai vitima desses hábitos. Na conclusão, uma clássica situação volta a se repetir. Não dá para dizer que é assustador ou mesmo diferente, mas não deixa de ser um pouco curioso.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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