RESENHA CRÍTICA: Extraordinário (Wonder)

Um filme positivo, cheio de amor e esperança. Não é possível que não haja pessoas ocupados demais com as compras de Natal para prestigiá-lo

07/12/2017 10:32 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: Extraordinário (Wonder)

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Extraordinário (Wonder)

EUA. 2017. 1h53min. Direção de Stephen Chbosky . Baseado em livro de (mulher) R.J.Palacio com roteiro de Chbosky, Steven Conrad, Jack Thorne. Com Julia Roberts, Owen Wilson, o menino Jacob Tremblay, Sonia Braga, Izabela Vidovic, Mandy Patinkin, o garoto Noah Jurpe (de Suburbicon), trilha musical do brasileiro Marcelo Zarvos (paulistano, autor de Fences Um Limite Entre Nós, e mais 70 créditos nos EUA entre trilhas de filmes e séries de TV).

Nesse mundo caótico e trágico em que vivemos, nós e o resto dos outros países, até que é uma boa ideia finalmente fazerem um filme positivo de boas intenções e lições, que vem de um “Best-seller” norte-americano de muito sucesso que virou um filme de êxito também de bilheteria (atualmente 88 milhões de dólares) e que Julia Roberts insistiu em estrelar. É uma coisa muito rara hoje em dia discutir e apresentar situações humanas verdadeiras, procurar soluções para a educação nas escolas não apenas no hoje indefectível “Bulling”, mas principalmente para as crianças que por acaso são frutos de alguma doença que as deixou limitadas e sem possibilidade de serem ditas normais (neste caso porque teve seu rosto deformado), bastante assustador de tal forma que ela usa no rosto uma máscara de astronauta.

É curioso que o diretor deste filme Stephen Chobsky fez sucesso antes como escritor e dirigiu um filme autobiográfico muito talentoso chamado As Vantagens de Ser Invisível (que revelou o Ezra Miller, atualmente o Flash de Liga da Justiça). Mas Stephen também foi roteirista do musical Rent, do filme da Disney A Bela e a Fera, e do próximo, Prince Charming! Entre as grandes sacadas neste filme foi ter escolhida a nossa querida Sonia Braga, para uma pequena cena de poucas palavras como a avó da irmã do menino. Ela tem credito nos letreiros e até posters, e se sai muito bem, fazendo com ternura um pequeno momento.

Foi uma das razões porque gostei tanto do filme (que ao contrário de certos brasileiros realizam filmes sobre escolas e crises de educação mostrando tudo de forma grosseira e suicida). Achei interessante também aqui resistirem mostrar a figura do menino protagonista, chamado de Auggie sem facilitar o rosto que ele tem deformado (quem faz o papel é o menino de bela aparência na vida real, Jacob Tremblay talentoso e que ficou famoso no filme O Quarto de Jacob, 15). Desta vez tem uma aparência estranha que esconde uma inteligência muito grande. Quem procura trazer algum humor é Owen Wilson, no papel do pai enquanto Julia Roberts procura inclusive envelhecer com maquiagem para não cair em exageros como a mãe Isabel. Há também outra figura interessante que é a irmã mais velha dele e que por isso sofre mais na parte social na escola (não conhecia a encantadora Izabela Vidovic, apesar de já ter carreira longa em séries).

A história basicamente é uma lição de vida de como sobreviver numa escola (e quem tem uma participação segura é o Mandy Patinkin, de Yentl). Mas é positivo, cheio de amor e esperança. Não é possível que não haja pessoas ocupados demais com as compras de Natal para prestigiá-lo.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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