RESENHA CRÍTICA: A Maldição da Casa Winchester (Winchester)

Helen Mirren faz o que pode, mas o filme não é nada assustador e no fundo faz propaganda da arma de fogo!

01/03/2018 17:16 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: A Maldição da Casa Winchester (Winchester)

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A Maldição da Casa Winchester (Winchester)

Austrália, 18. 1h39 min. Direção dos Irmãos Spierig (de origem alemã, Michael Spierig e Peter Spierig). Com Helen Mirren, Sarah Snook, Finn Scicluna-O ´Prey, Jason Clarke, Emm Wiseman, Tyler Coppin, Eamon Farren (o fantasma).

É difícil entender porque a ilustre Dame Helen Mirren, foi até a Austrália para participar deste projeto ambicioso mas que já foi filmado anteriormente (Sobrenatural, 05, com os personagens de Sam e Dean Winchester, ou seja descendentes dos criadores da famosa marca de fuzil no Velho Oeste!). O papel dela é medíocre, sem grandes chances (até porque passa grande parte do filme com véus no rosto) apesar de ser baseado em fatos reais (letreiros no final mostram uma foto muito feia da Senhora original, e revelam - pequeno spoiler - que ela foi vitima depois de outra tragédia, no caso o famoso terremoto em San Francisco (mas saiu ilesa!)!

De qualquer forma, não consigo recomendar o filme, que é mal dirigido pela dupla, que apesar disso veio de uma carreira curiosa, dirigiram antes, O Predestinado, 14, o recente Jogos Mortais (Jigsaw). O ano da extinção, e outro de que nunca ouvi falar, Os Canibais (03). Enfim, eles não são grande coisa o que fica claro na mansão que eles levantaram para passar como uma casa imensa e antiga, no começo do século passado e que a dona Sarah Winchester vivia ampliando por razões misteriosas. O filme mostra que ela era herdeira do império justamente da Winchester e que no fundo está tentando ajudar seu herdeiro criança e a mãe dele, porque tem certeza que há fantasmas seus inimigos que desejam matá-la. Infelizmente a criação da mansão é de gosto duvidoso, tudo parece artificial e “fake”. Não ajuda nada chamar como galã e canastrão, o australiano Clarke, de Everest, A Hora mais Escura, O Confronto do Planeta dos Macacos,o atual Mudbound, Genesis, Exterminador do Futuro. Mas é um impassível canastrão como um médico traumatizado pela perda da esposa (a cena da crise é igualmente horrorosa, na verdade a única coisa menos ruim do filme é um certo Eamon Farran, que faz o assustador fantasma do passado!).

Helen faz o que pode, mas o filme não é nada assustador e no fundo faz propaganda da arma de fogo! O que é um absurdo cada vez que se pensa no uso delas indiscriminadamente tanto no Brasil quanto nas escolas americanas! Se os fantasmas pudessem se vingar até que a gente entenderia!

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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