RESENHA CRÍTICA: Hotel Artemis (Idem)
Um filme doentio, excessivamente violento e restrito a poucos. Não recomendado
Hotel Artemis (Idem)
EUA,18. 97 min. Diretor: Drew Pearce. Com Jodie Foster, Sterling K. Brown, Sofia Boutella, Jeff Goldblum, Zachary Quinto, Charlie Day, Brian Tyree Henry, Jenny Slate, Dave Bautista.
Não se entusiasmem com este filme que apresenta a enfermeira Jodie Foster (fantasiada de mulher de idade) sob a direção de um certo Drew Pearce (que fez apenas curtas, mas foi produtor de tele filmes como No Heroics, Lip Service) no que parecia ser um projeto ambicioso reunindo gente famosa mas que foi rejeitada pelo público norte-americano, não passando de 6 milhões e setecentos mil. Enquanto a crítica o dispensava chamando de Filme B (ou lixo), com excesso de violência e imitações de trabalhos como os de John Carpenter, Walter Hill (ambos já esquecidos pelo público de hoje), Grand Hotel e John Wick. Sempre com a pretensão de ser esquisito e bizarro. Acontece num futuro próximo em Los Angeles, nesse hotel que se tornou um centro secreto, hospital só para sócios e criminosos. Assim os criminosos pagam um dinheiro para terem tratamento médico desde sigam as regras: nada de armas, ou matar outros pacientes. Dave Bautista, outro da moda, é Everest, mas a ação desta vez começa em conflito entre polícia e gente que protesta, e começam a expor personagens com nomes como Waikiki, Acapulco e até uma assassina francesa com nome de Nice (Boutella). As coisas se complicam mais com a chegada de policial ferido (Slate) - embora fosse proibido entrar um deles no hotel! - e ainda o Wolf King (Jeff Goldblum), o chefão do crime e seu filho Zachary Quinto. Pelo rápido resumo dá para ver porque grande parte da critica achou o filme doentio, excessivamente violento e restrito a poucos. Não recomendado.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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