RESENHA CRÍTICA: Maus Momentos no Hotel Royale (Bad Times at the Royale)

Não há duvida que tem certo charme e um violento senso de humor este filme esquisito que tem um elenco interessante e se esforça em ser violento

02/01/2019 22:23 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: Maus Momentos no Hotel Royale (Bad Times at the Royale)

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Maus Momentos no Hotel Royale (Bad Times at the Royale)

EUA, 2018. 2h21 min. Roteiro e direção de Drew Goddard. Com Jeff Bridges, Cynthia Erivo, Dakota Johnson, John Hamm, Chris Hemsworth, Cailee Spaeny, Lewis Pullman, Nick Offerman, Xavier Dolan.

Não há duvida que tem certo charme e um violento senso de humor este filme esquisito que tem um elenco interessante e se esforça em ser violento, mas também é equilibrado criando atmosferas de perigo e terror, explodindo com terror e sangue, que assusta e pode até surpreender em diversos momentos. Lembra filmes de outros cineastas como Tarantino que jogam com truques e surpresas, deixando para revelar situações estranhas e até chocantes. Incluindo colocando em cena nos últimos vinte e pouco minutos o galã que foi promovido nos pôsteres, ou seja, Chris Hemsworth. Influenciado por gente que gosta de surpresas e violência tem momentos divertidos e curiosos ou simplesmente provocantes. Mas é bem menos do que pretendia.

A história se passa em 1969, quando um padre velho de cabelo branco (o premiado com o Oscar Jeff Bridges) que já não tem mais boa memória para coisa alguma chega num hotel caro para a época, chamado El Royale, do Lake Tahoe, na fronteira entre Nevada e Califórnia. Um lugar metido a luxo, mas também cheio de segredos com poucos empregados com vários visitantes que parecem ter perigosos segredos. Entre eles, uma cantora negra de bela voz (Cynthia Erico), um caixeiro viajante em férias que descobre mais do que devia e também uma jovem hippie que pode ou não estar carregada de surpresas (que faz o personagem Dakota Johnson, de Cinquenta Tons de Cinza) e que parece ainda esconder surpresas maiores, porque o hotel tem esconderijos complicados, que terão a ver com o governo americano e várias figuras importantes que morreram naquela época em circunstancia estranhas (uma dica, que na verdade não chega a ser utilizada, assim como a figura interessante de Jon Hamm, que é muito mal utilizada). Bom, a partir daí jorra-se sangue, explodem cabeças e violência forte ainda que fotogênica. O diretor Drew Goddard foi quem bolou toda essa confusão, inspirado no filme Six Feet Under. Ele chegou a ser indicado para um Oscar com Perdido em Marte, além disso escreveu O Segredo da Cabana, foi produtor de Lost, e já depois produziu duas outras séries, Demolidor e O Bom Lugar. Enfim, o filme é bem menos do que parecia.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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