RESENHA CRÍTICA: Po (A Boy Called Po)
Com certeza é bom se falar e ajudar a necessidade de um caso de autismo
Po (A Boy Called Po)
EUA, 2017. 95 min. Direção: John Asher. Elenco: Christopher Gorham, Julian Feder, Katilin Doubleday, Andrea Bowen, Sean Gunn, Catilin Carmichael, Bryan Batt, Fay Masterson
Confesso para vocês que eu não tinha qualquer intenção de gastar meu tempo com um filme talvez religioso como este chamado aqui de “Po”, ou “A Boy Called Po”. Mas a verdade é que com o passar do tempo a gente vai deixando de ser desumano e passa-se a pensar em ajudar determinados tipos de projetos e filmes. E ter a certeza de que é bom se falar e ajudar a necessidade de um caso de autismo. Além disso, este filme é de um diretor e roteirista chamado John Asher, que além de ser ator (mais de 30 filmes) também foi filho de uma figura conhecida chamada William Asher, que foi o diretor original de I Love Lucy desde 1951, com Lucille Ball, a maior comediante da história da televisão e seu então marido Desi Arnaz. E também A Feiticeira, igualmente sucesso com Elizabeth Montgomery. John por sua vez começou a dirigir aos 21 anos, que se chamou Kounterfeit (1996) e que foi estrelado pela premiada em dois Oscars Hilary Swank. Entre outros filmes que dirigiu fez com Kirk Douglas e Lauren Bacall, Em Busca dos Diamantes, 99, Chick Flick, de 98, e ainda Dirty Love Dando o Troco estreado em Sundance. Continuou a dirigir filmes, mas foi tocado pelo ato que o filha Eva Asher tem autismo e foi por isso que ele quis espalhar os altos e baixos do autismo por todo o mundo.
O ponto de partida da história é uma espécie de resumo: depois que sua esposa faleceu de câncer, um engenheiro com excesso de trabalho luta para ajudar o filho que tem autismo. Só que passa a sofrer por ameaças de bullying procura fugir do que o mundo lhe separa. Mas uma das surpresas do filme é a presença na trilha musical do célebre compositor e musico Burt Bacharach (certamente incentivo porque o filho sofreu de problemas semelhantes). Asher assina como co-produtor, diretor. O filme ganhou diversos prêmios em lugares diferentes, quase sempre para o garoto Po ou seja Julian Feder. Eis a lista de prêmios: Albuquerque, ator e filme, Newport compositor, Newport (também Bacharach), Palm Beach (filme), San Diego revelação (John Asher), Houston (ator e filme).
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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