RESENHA CRTICA: O Peso do Passado (Destroyer)

Ao menos o elenco de apoio para um projeto to amargo e desagradvel, tem boas figuras

25/01/2019 23:22 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: O Peso do Passado (Destroyer)

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O Peso do Passado (Destroyer)

EUA, 2018. 2h1min. Direção de Karyn Kusama. Roteiro de Phil Hay. Matt Manfredi. Com Nicole Kidman, Toby Kebell, Tatiana Maslany, Sebastian Stan, Scotto McNairy, Bradley Whitford.

Quem conhece bem Nicole Kidman e sua incansável luta para conseguir um novo prêmio Oscar (ela ganhou um por As Horas, teve indicações por Moulin Rouge, Reencontrando a Felicidade e Lion Uma Jornada para Casa e por este filme foi indicada pelo Globo de Ouro!) irá concordar que esta deve ser sua interpretação mais dramática (trabalho pesado e até ousado de maquiagem que procura esconder sua beleza e acentuar sua idade) num filme de pouco sucesso, simplesmente por ser tão trágico e cansativo (mas esperava-se mais ainda violento). Não conheço muito a diretora de origem oriental Kusama, já que me escaparam algumas obras anteriores (Boa de Briga,2000, que lhe deu prêmio da juventude em Cannes, Aeon Flux, com bizarra presença de Charlize Theron e O Convite, 2015. E neste caso está longe de ser um filme leve e agradável, muito pelo contrário, tem um roteiro muito denso, que vai se fechando aos poucos, por vezes de maneira dolorosa. E sem dúvida o misterioso título original não lhe ajuda.

Ao menos o elenco de apoio para um projeto tão amargo e desagradável, tem boas figuras como a estrela de TV Tatiana Maslany, o habitual vilão britânico Toby Kesbell, o romeno Sebastian Stan de Guerra Civil... E Nicole faz o que pode. Ela interpreta uma Policial decadente e infeliz, desprezada pelos colegas, que agora tenta resolver um caso antigo do passado, onde envolve sua filha e outros parceiros. Não chegou nem perto de um milhão de dólares até agora! Chega a ser um pouco confusa na narrativa, de roubos no banco, grupo de drogados, ou seja, deve ser por isso que virou um “destroyer”... Ao menos ela vai ter nova versão de Big Little Lies na HBO, The Goldfinch, e mais 3 novos projetos.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho jornalista formado pela Universidade Catlica de Santos (UniSantos), alm de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados crticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veculos comunicao do pas, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de So Paulo, alm de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a dcada de 1980). Seus guias impressos anuais so tidos como a melhor referncia em lngua portuguesa sobre a stima arte. Rubens j assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e sempre requisitado para falar dos indicados na poca da premiao do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleo particular dos filmes em que ela participou. Fez participaes em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minissries, incluindo as duas adaptaes de “ramos Seis” de Maria Jos Dupr. Ainda criana, comeou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, alm do ttulo, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informaes. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionrio de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o nico de seu gnero no Brasil.

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