RESENHA CRÍTICA: The Rover - A Caçada (The Rover)

Fraco filme do diretor australiano David Michod, mas que tem a mão para cenas de violência e suspense

06/08/2014 21:55 • Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CR�TICA: The Rover - A Caçada (The Rover)

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The Rover - A Caçada (The Rover)

Austrália, 14. Direção de David Michod. 103 min. Com Guy Pearce, Joel Edgerton, Robert Pattinson, Scott McNairy, Jamie Fallon.

 

David Michod era um australiano veterano roteirista e diretor de curtas, que se consagrou com dois filmes policiais muito violentos, Hesher (Juventude em Fúria, 10 com Joseph Gordon Levitt) e principalmente Reino Animal (também do mesmo ano, mas um pouco anterior,  que lhe deu o premio de direção do Sindicato Local, além de 8 prêmios no Australian Film Institute. Também tornou famosa uma veterana atriz Jackie Weaver, que hoje trabalha em Hollywood).

Tanto prestigio o levou a ser escolhido para o Festival de Cannes deste ano com este filme The Rover,  que não tem tido a mesma repercussão.  Enfim não agradou nem mesmo tendo argumento de um ator local (Joel Edgerton, O Grande Gatsby, A Hora mais Escura).  Nem por chamar para o elenco Robert Pattinson, agora liberto da serie Crepúsculo, mas nem por isso dando maiores sinais de vida ou talento. 

A influência maior parece ter sido mesmo de Road Warrior (mais famoso como a série Mad Max) já que se passa  na  Austrália 10 anos depois de um acontecimento chamado de O Colapso que deixou todo mundo mal e sem suprimentos. Não chega a ser um apocalipse de outros filmes bandos de homens armados passam atirando e com munição para deixar todos felizes . Guy Pearson faz Eric, que sai atrás de um grupo que lhe roubou o carro com a ajuda de Pattinson (Rey), cujo irmão (Scoot) é um dos ladrões.  O filme não se define direito com a dupla que poderia ser tornar amigos ou parceiros.  É evidente que o Sr. Michod tem a mão para cenas de violência e suspense mas não consegue encontrar nenhuma novidade no gênero. Nada é muito explicado, o que é uma alternativa, mas dificulta o expectador a se interessar pelo assunto ou pela dupla.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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