RESENHA CRÍTICA: Whiplash - Em Busca da Perfeição (Whiplash)

Um dos favoritos ao Oscar, o filme emociona

07/01/2015 11:13 • Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CR�TICA: Whiplash - Em Busca da Perfeição (Whiplash)

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Whiplash - Em Busca da Perfeição (Whiplash)

EUA, 14. 107 min. Direção de Damien Chazelle.Com Milles Teller, J. K. Simmons, Paul Reiser, Melissa Benoist, Jayson Blair, Austin Stowell, Kafi Siriobe, Damon Gutpon.

De todos os filmes indicados ao Oscar® deste ano que já assisti este é o certamente o meu favorito, o que mais me tocou, me fez participar, emocionar. E olha que não sou músico, muito menos baterista. Mas este filme Independente relativamente modesto, começou sua carreira primeiro como um curta-metragem (o garoto era outro Paul Dietz, mas Simmons já estava). Gostaram tanto dele que resolveram o estender para longa, rodando em apenas 19 dias (foi indicado ao Globo de Ouro para ator coadjuvante J.K. Simmons, mas merecia mais).

É importante notar que em Sundance ele ganhou o prêmio do público e Grande Premio do Júri e teve indicações inúmeras. Acho mesmo que o show do ator tendo pela primeira vez na vida um papel desse tamanho e importância, acaba prejudicando o resto da história. Andrew (Milles Teller, de Divergente, que além de ter tomado aulas de bateria também a estuda há alguns anos) tem 19 anos e consegue entrar numa faculdade que seria das melhores o fictício Shaffer Conservatory em Manhattan onde quer estudar sob as ordens de um professor famoso por suas intransigências Terence Fletcher, que pressiona seus alunos ate o limite.

Fletcher o chama para tentar tocar na banda de jazz da escola e começa aí o duelo. O carrasco e a vitima, um dos problemas é que existe sempre a lenda de que ser durão vem a trazer a consequente grandeza (o professor Jo Jones teria jogado um címbalo na cabeça de Charlie Parks que o teria levado ao êxito lendário!). E Andrew por diversas vezes tira sangue de suas mãos na tentativa de tentar chegar ao que o mestre lhe pede. Paul Reiser (Mad about You) retorna o cinema depois de longa ausência fazendo o pai de Andrew, que é seu parceiro de ir ao cinema e bate papo.

Haveria mais o que louvar no filme, mas certamente seu elemento mais importante e arrebatador é sua própria trilha musical.  Claro que os atores estão ótimos, a direção é incrível, mas é a musica que realmente nos conquista e torna o filme excepcional. De qualquer forma, procurem no IMDB o nome de J.K. Simmons, que com certeza o conhecem de outros filmes (Homem Aranha, a série Closer/ Divisão Criminal, Juno, Homens Mulheres e Filhos) embora tenha feito muita dublagem para animação. A cena do tapa quem quiser saber, foi a principio falseada. Mas na última tomada, o tapa foi para valer.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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