RESENHA CRÍTICA: Doce Veneno (Un Moment d'Égarement)

Refilmagem refeita aqui no Brasil com Michael Caine e a jovem Demi Moore, como Feitiço do Rio (84)

17/06/2016 22:22 • Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CR�TICA: Doce Veneno (Un Moment d'Égarement)

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Doce Veneno (Un Moment d'Égarement)

França, 15. 105 min. Direção de Jean-François Richet. Roteiro original de Claude Berri com Vincent Cassel, François Cluzet, Lola Le Lann, Alice Isaaz, Louka Meliava, Philipe Nahon.

Esta é a refilmagem de um sucesso de um filme de 77 que ficou inédito aqui, criado pelo já falecido Berri e refeito pelo filho dele T. Langmann. Foi estrelado originalmente por Victor Lanoux, Jean Pierre Marielle e depois refeito aqui no Brasil com Michael Caine e a jovem Demi Moore, como Feitiço do Rio (84) dirigido pelo então já decadente Stanley Donen. Esta nova versão traz duas belas adolescentes, sendo que uma delas tem tudo para virar estrela, Lola LeLann.

A história é bem francesa. Dois velhos amigos (o quase brasileiro Cassel e Cluzet) vão passar o verão numa velha casa no interior, mas perto da praia que Cluzet herdou. Junto vão as respectivas filhas mas uma delas é safadinha e faz tudo para conquistar o amigo do pai (Cassel). Só isso. Alguma nudez, paisagem bonita, a dupla de atores não tem grandes textos ou momentos. Mas é um filme solar e tem a revelação da Lolit LeLann. O diretor Richet fez com Cassel O Inimigo Publico I e II, e o ainda inédito Herança de Sangue com Mel Gibson, previsto para 11 de agosto no Brasil.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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