RESENHA CRÍTICA: A Última Premonição (Visions)
O estranho é que vemos atores de comédia aqui numa história de terror
A Última Premonição (Visions)
EUA, 15. 82 min. Direção de Kevin Greutert. Com Isla Fisher, Anson Mount, Gillian Jacobs, Joanna Cassidy, Eva Longoria, Jim Parsons, Bryce Johnson, Michael Villar, John De Lancie, Annie Tedesco.
Se vocês como eu estavam estranhando o bom elenco ou ao menos famoso elenco deste suspense classe B, a explicação esta na presença e prestígio do produtor Jason Blum, que ficou famoso com filmes de orçamento muito baixo, a Blumhouse, que tem acordo com a Universal, desde o primeiro Atividade Paranormal, 06, seguidos por vários do gênero como Sobrenatural, o premiado com Oscar Whiplash, o vencedor do Emmy The Normal Heart, Jessabelle, O Garoto a Casa ao Lado, Renascida do Inferno, já num total de 90 créditos.
O estranho é que vemos atores de comédia aqui numa história de terror (o que inclui, por exemplo, Jim Parsons como médico falando exatamente como faz na série de TV de sucesso, The Big Bang Theory, ou Isla que é lembrada por ser casada com o Borat, Sacha Baron Cohen, ou a latina Eva Longoria (de Desperate Housewives, de franja e sem ter muito o que fazer). A loura e gaiata Isla faz porém a heroína que estava num carro e ficou traumatizada (na verdade nada depois tem a ver com esse prólogo que é para despistar). Ela se muda com o marido para um rancho onde desejam fazer vinhos mas ela grávida começa a ter perturbações, que vão se tornando cada vez mais graves. Quem aparece também é a veterana Joanna Cassidy (Blade Runner) que faz especialista em vinhos que é médium e ajuda a criar o clima, na verdade bastante confuso. O final é bastante inesperado com tiroteio generalizado.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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