RESENHA CRÍTICA: Sobrenatural: A Última Chave (Insidious: The Last Key)
Logicamente não é para ser levado a sério. Mas teve gente que aconselhou a não ver o filme sozinho! Mas levar um amigo, ou inimigo!
Sobrenatural: A Última Chave (Insidious: The Last Key)
EUA, 2018. 103 min. Direção de Adam Robitel (ator que dirigiu antes apenas A Possessão de Deborah Logan e o novo The Maze). Roteiro de Leigh Whannel (ator australiano especializado em roteiro de filmes de terror e que dirigiu apenas A Origem). Com Lin Shaye, Angus Sampson, Leigh Whannell, Josh Stewart, Caitlin Gerard, Spencer Locke, Javier Botet, Kirk Acevedo, Bruce Davison, Tessa Ferrer, Ava Kolker.
Terceiro filme do inesperado sucesso criado em 2011 por James Wan e Leigh Whannell e que pode ser o final da série (este filme rendeu 12.135 milhões o que não é um bom número) e que se fixa na melhor coisa dela, justamente o aproveitamento de uma atriz veterana chamada Lin Shaye (1943-), que até agora era praticamente desconhecida. Mesmo tendo 197 créditos. O filme tem um momento inesperado (desculpe, mas não dá para evitar porque sucede depois de apenas 16 minutos da história), quando uma criança começa a sofrer agressão e tortura por parte de seu pai! É quando entra a parapsicologia Elise Rainier, ajudada por seus auxiliares Specs (Whannell) e Tucker (Sampson), e referências a uma casa da morte num penitenciaria no Novo México nos anos 50. Sua nova missão de resgate é salvar sua própria alma e de um certo Ted Garza (Acevedo), o novo dono de sua casa. Ainda na confusão tem o irmão de Elise, Sibling (feito pelo outrora famoso Davison), suas duas filhas (Gerard, Locke) e o habitual: demônios, espectros sem olhos e outros tipos assustadores.
Talvez a narrativa seja um pouco mais lenta que as anteriores, mas Shaye tem seu melhor momento aqui, já aprovada pelo público. Não adianta entrar muito em detalhes neste tipo de projeto. Que é para se divertir e não levar a sério, é engraçado ver críticos que ainda se perguntam: porque os personagens são tão bobos? Por que não chamam a polícia? Logicamente não é para ser levado a sério. Mas teve gente que aconselhou a não ver o filme sozinho! Mas levar um amigo, ou inimigo!
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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