RESENHA CRÍTICA: Águas Rasas (The Shallows)
Este é o melhor thriller de suspense que assisti recentemente, um legítimo descendente do lendário Tubarão de Spielberg
Águas Rasas (The Shallows)
Espanha/EUA. 16. 86 min. Direção de Jaume Collet Serra. Com Blake Lively, Oscar Jaenada, Angelo Jose.
Este é o melhor thriller de suspense que assisti recentemente, um legítimo descendente do lendário Tubarão de Spielberg, sem desonrá-lo em nada como costuma acontecer com imitações. Porque na verdade este filme espanhol é bastante original e predisposto a fazer o espectador torcer e gritar e se assustar bastante. Ele teve um orçamento de 17 milhões de dólares e rendeu nas bilheterias americanas na segunda semana 51 milhões!
Nada mal, ainda mais se sabendo que o diretor de Barcelona, Jaume é o melhor dentre os realizadores de filmes comerciais, tendo realizado o novo The Commuter, com Liam Neeson (que esteve com ele em Sem Escalas), A Órfã, Casa de Cera, A Desconhecida. Ele é muito competente e fez praticamente uma história com uma única protagonista, no caso Blake Lively, conhecida pela série Gossip Girl, O Estranho Caso de Adaline, e casada com o Ryan Reynolds (curiosamente eu cruzei com ela no aeroporto de LA, quando fiscalizavam as respectivas bagagens!).
Não é uma grande atriz, mas consegue segurar um papel difícil e molhado, onde faz Nancy que vai a praia distante (a amiga dá o cano) e resolve surfar quando percebe que há um baleia morta no local, o que provoca o ataque de um tubarão branca fêmea (que seria mais violenta ainda). Escapa para uma espécie de recife (que a deixa machucada) onde tem como única parceira uma gaivota (também machucada). Ali luta pela vida, pedindo socorro aos poucos que aparecem procurando algum escape (um dos clímaxes é ela nadando entre águas vivas que também desagradam ao tubarão).
É um filme compacto, eficiente e que prende sempre a atenção e o interesse. Experimente que é divertido.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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