RESENHA CRÍTICA: Cinquenta Tons Mais Escuros (Fifty Shades Darker)

Será a gente é otário de cair nessa de novo?

08/02/2017 22:48 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: Cinquenta Tons Mais Escuros (Fifty Shades Darker)

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Cinquenta Tons Mais Escuros (Fifty Shades Darker)

EUA, 17. 118min. Direção de James Foley. Com Jamie Dornan, Dakota Johnson, Eric Johnson, Marcia Gay Harden, Rita Ora, Kim Basinger, Bruce Altman.

O anterior Cinquenta Tons de Cinza já teve o desprazer de ter sido escolhido quase unanimemente o pior filme do ano retrasado (15), mas saímos todos dele na certeza de que a Universal tendo feito tamanho sucesso de bilheteria apesar de tudo, iria aprender a melhorar e fazer um filme verdadeiramente erótico para valer. Ou ao menos com certa paixão e fogo. Mas não foi isso que sucedeu. Mudaram o diretor (Sam Taylor Johnson que era patético) por outro antigo mas de boa reputação, James Foley (Sucesso a Qualquer Preço, a série House of Cards). Mas o coitado deve ter esbarrado na fúria puritana dos norte-americanos, porque o filme ficou, se não igual, ainda pior. Houve momentos onde a plateia gargalhava de situações ridículas e pior ainda quando colocam no fim dos letreiros um rápido trailerzinho anunciando o casamento que deve acontecer no filme seguinte.

Na verdade eu não vejo saída. O galã Dornan é um loirinho aguado e de corpo trabalhado, mas que não é ator nem aqui nem na sua natal Irlanda. Embora tivesse que fazer papel de mau, um tarado que tenta lidar com os traumas da família e passado, procurando fazer sexo violento e, digamos, criativo (nunca se vê nada disso, na primeira hora nada acontece, só papo furado e depois disso tem uma bola, que é colocada em determinado lugar feminino mas também sem maior impacto). Há uma outra sequência de sexo do casal, mas nada que qualquer filmezinho Frances se canse de repetir. Ou seja, sexualmente o filme é uma pobreza (visualmente tem certa categoria de direção de arte de interiores e externas em Seattle, mas nada que fique para a História).

Os coadjuvantes conseguem ser ainda piores como a veterana Kim Basinger, reaparecendo transtornada pelas plásticas, numa ponta miserável. Mas o roteiro desta vez é ainda pior, lembrando telenovelas (acredita que tem até um helicóptero que se mais nem menos começa a cair! Isso para não falar de um rival apaixonado pela heroína que também é coisa de mexicano!). Mas a canastrona mesmo é a protagonista Dakota Johnson (que é filha de celebridades, filha de Don Johnson e Melanie Griffith, neta de Tippi Hendren dos filmes de Hitchcock). Totalmente displicente, com um cabelo despenteado horrível,não chega a ser nem especialmente bonita, nem quando tira a roupa (o que também é muito raro). Na verdade, de erótico o filme é um vexame, como drama romântico é ainda mais triste.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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