RESENHA CRÍTICA: Cinquenta Tons de Liberdade (Fifty Shades Freed)

É um pouco menos ruim que os dois anteriores, mas duvido que consiga escapar de ser selecionado dentre os piores do ano como já sucedeu outras vezes

08/02/2018 07:59 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: Cinquenta Tons de Liberdade (Fifty Shades Freed)

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Cinquenta Tons de Liberdade (Fifty Shades Freed)

EUA, 2018. 105min. Direção: James Foley. Com Dakota Johnson, Jamie Dornan, Eric Johnson, Rita Ora, Luke Grimes, Eloise Mumford.

Não sei se estava no meu melhor momento, mas fiquei com a impressão de que este terceiro e último filme da série Cinquenta Tons é um pouco menos ruim que os dois anteriores, mas duvido que consiga escapar de ser selecionado dentre os piores do ano como já sucedeu outras vezes. Mas não se preocupem porque eles não se abalaram, aliás fiquei sabendo que os filmes renderam setecentos milhões de dólares no mundo todo. O que mais me deixou curioso e duvidoso foi o fato de que toda a história é da autora E L James (o livro que deu origem a este filme tem 543 páginas, valha-nos Deus)

É baseado no romance de um casal que se diverte com momentos de sado masoquismo, embora aqui nesta versão seja mais sexy relativamente que as anteriores, mostrando várias vezes o traseiro do mocinho e os seios da heroína, ainda que também conserve imperfeições. No caso, o peito do rapaz está todo com marcas esquisitas, e a heroína revela um feio joanete e insiste naquele medonho penteado.

Mas voltando ao tema polêmico, num momento em que se luta pelo empoderamento feminino, em que Hollywood faz enorme rebelião para evitar estupros e abusos nas mulheres, não lhes parece estranho justamente irmos assistir um filme em que a mulher pede para sofrer, para apanhar, ser torturada? Por mais que as cenas mostradas sejam as mais light possíveis. É uma questão de ética, bom senso e respeito às mulheres. Ainda assim, quem compra o livro é o maior responsável sem dúvida.

Este terceiro filme começa já com o casamento do casal (e algumas atrizes conhecidas mal aparecem) e logo depois a lua de mel na Europa, onde seios são mostrados sem maior pudor, o que leva já à brigas entre eles. Mas basicamente mostra-se que a heroína agora se tornou um sucesso como editora de livros, mas para dar um pouco de suspense e crime, existem várias corridas e perseguições de carros, uma estadia em Aspen, só para ter um pouco mais de romance e fotogenia, a compra de uma mansão antiga e a intervenção de seguranças e policiais. Porque de repente o filme vai virando um thriller policial de gosto duvidoso, com um ridículo bandido vingativo que tem a ajuda de uma mulher, desde o começo com cara de bandida! O comportamento da heroína é igualmente incompetente, (SPOILER) mas insistem no final em por musiquetas agradáveis de fundo e celebrar o amor do casal; e ainda por cima é a mocinha que chama para apanhar um pouco!

Quem reassumiu a direção deste filme foi quem fez o primeiro, James Foley, que tinha já certos trabalhos de alguma qualidade. Obviamente este banal e cheio de clichês não é um deles.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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