RESENHA CRÍTICA: Até Nunca Mais (À Jamais ou Never Ever)

Fiquem sabendo que se trata de um filme difícil de entender e assistir

08/09/2017 13:46 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: Até Nunca Mais (À Jamais ou Never Ever)

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Até Nunca Mais (À Jamais ou Never Ever)

França, 16. 1h26min. Direção de Benoit Jacquot. Drama Roteiro de Julia Roy e Don DeLillo (autor do romance). Com Mathieu Almaric, Julia Roy, Jeanne Balibar, Elmano Sancho, Victoria Guerra, José Neto, Hugo Pedro. Produção do português Paulo Branco.

O diretor francês Benoit Jacquot é um dos mais respeitados e polêmicos do cinema francês atual, ainda que tenha uma carreira irregular, misturando gêneros, sucessos e filmes menos bem-sucedidos. São mais de 48 créditos e diversas visitas ao Brasil para mostrar seus trabalhos (indicações em Berlim por Adeus, Minha Rainha, O Diário de uma Camareira) e em Cannes por Escola da Carne, com Isabelle Huppert, À Tout de Suite, o documentário Gentleman Rissient). O mais recente é novamente com Huppert, é uma refilmagem de Eva, que foi feito com Jeanne Moreau. Este aqui não por acaso foi o filme de encerramento do Festival de Veneza, tão importante quanto Cannes, com uma adaptação do escritor DeLillo que tem uma fama de complexidade e inteligência psicológica. Ou seja, fiquem sabendo que se trata de um filme difícil de entender e assistir. O título original é The Body Artist a história de identidades duplas, espelhos e semelhanças, fixada na figura feminina uma modelo de nudez que está envolvida com um ator famoso (o Almaric, conhecido O Escafandro e a Borboleta e 007 Quantum de Solace) que morre num acidente de moto. O amor se complica numa história fantasmagórica e por vezes hermética. Quando ela recita frases que um e outro disseram quando em vida. Seria a ausência de uma angústia, mas que escapam da narrativa tradicional. A tal ponto que mesmo os críticos franceses reclamaram da obscuridade do filme. Fiquem avisados: este é só para quem admira sem restrições, o cinema francês.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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