RESENHA CRÍTICA: Doentes de Amor (The Big Sick)

Num ano de comédias muito fracas e mal sucedidas, esta é uma raridade

18/10/2017 14:09 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: Doentes de Amor (The Big Sick)

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Doentes de Amor (The Big Sick)

EUA, 2017. Direção de Michael Showalter. Com Zoe Kazan, Holly Hunter, Kumail Nanjiani, Ray Romano, Anupam Kher, David Alan Grier.

Esta é uma das raras comédias românticas que fez sucesso este ano nos EUA, chegando aos 42 milhões de dólares e acho que este filme tem chances de ser indicado para Oscar de roteiro. Tem o obstáculo para o Brasil, pelo fato de tratar de uma cultura que conhecemos e entendemos menos ainda, que é o caso dos paquistaneses. O ator central também é roteirista (mas quem incentivou o projeto foi o especialista em humor Judd Apatow, o que ajudou muito). O herói chamado Kumail é conhecido também pela série da HBO, aliás boa, chamada Silicon Valley, desde 2014. Curiosamente a produtora executiva do filme, co-roteirista, se chama Emily V. Gordon e é a esposa do protagonista. Embora não especialmente original, a comédia é doce, agradável e romântica sem deixar de levantar os problemas raciais e sociais entre as sociedades, o rapaz que veio de fora e continua a ser pressionado pela família para se casar com moça da mesma origem. Mas ele luta contra e conhece uma jovem por quem se interessa uma aparição também encantadora de Zoe Kazan (que é neta do grande diretor Elia Kazan, no seu melhor momento).

Aliás quem está brilhando no filme é premiadíssima Holly Hunter que faz a mãe dela, que parece chata mas vai se revelando humana e adorável. Tem logicamente muitos momentos de Stand Up comedy e citações (a mais clara é do filme Vincent Price, o clássico Dr. Phibes). O diretor fez a série Hot Wet American Summer, escreveu o roteiro e dirigiu Doris, Redescobrindo o Amor, O Encalhado com ele mesmo como ator. Num ano de comédias muito fracas e mal sucedidas, esta é uma raridade.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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