RESENHA CRÍTICA: Com Amor, Van Gogh (Loving Vincent)

Quem ama o artista irá admirar a difícil recriação de sua obra e cores. Por isso merece sua atenção

22/11/2017 10:06 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: Com Amor, Van Gogh (Loving Vincent)

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Com Amor, Van Gogh (Loving Vincent)

Polônia, Inglaterra, 2017. 1h34min. Direção de Dorota Kobiela, Hugh Welchman. Vozes interpretadas por diversos atores, entre eles Doulas Booth, Chris O´Dowd, John Sessions, Saoirse Renan.

Este é uma espécie de documentário/ animação que parece ser um caso único no mundo com um filme inteiro realizado como pintura! Que conta a vida do lendário pintor holandês Vincent Van Gogh, parte do charme é que usaram a mesma pintura a óleo dele, e cada fotograma foi pintada dessa forma, cerca de 65 mil quadros, criado por 100 pintores profissionais. A diretora Kobiela é de Varsóvia, fez antes dois curtas e um longa The Flying Machine, o parceiro Welchman ganhou Oscar de curta de animação por Peter & The Wolf, 2006, mas este filme aqui foi premiado apenas em Vancouver e Shanghai. Welchman ainda fez efeitos especiais para filmes como Piaf. Van Gogh nasceu em 30 de março de 1853, na Holanda, e morreu em 29 de julho de 1890 em Auvers-sur-Oise, na França.

Então só pelo resumo já sabem o que esperar. O filme reproduz com muita fidelidade as cores das pinturas de Van Gogh (a única coisa que me incomodou um pouco foi o fato de que todos os rostos dos envolvidos são trabalhados de forma a ficarem mais delineados, e por vezes “desenhados demais”). Na verdade, começa-se a contar sua história um ano depois de sua morte. A partir da presença de Armand, filho do carteiro, que tem a missão de entregar uma carta ao já falecido irmão de Van Gogh. Theo resolve entregar a carta a um amigo de Vincent, o Dr. Gachet, que vive ainda em Auvers. Enquanto o espera encontra muita gente da vila, que poderia ter sido modelos e inspiradores da arte do pintor. E aos poucos vai se interessando mais por ele e as pinturas, assim como a vida trágica do artista.

Ou seja, quase é uma história policial para manter melhor a atenção do espectador ao tentar estabelecer as circunstâncias trágicas de sua morte. (já houve outros filmes sobre o pintor, entre eles o famoso Sede de Viver com Kirk Douglas, Vincent e Theo, de Robert Altman, com Tim Roth, Van Gogh Painted with Words, 2010, Benedict Cumberbatch (para a TV), o famoso Van Gogh, de Maurice Pialat, 91, com Jacques Dutronc. E até o episódio sobre ele, dirigido por Akira Kurosawa com Martin Scorsese, no papel do pintor.

Longe da perfeição, por vezes este filme se torna um pouco repetitivo e mesmo redundante. Mas quem ama o artista irá admirar a difícil recriação de sua obra e cores. Por isso merece sua atenção.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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