RESENHA CRÍTICA: Emma e as Cores da Vida (Il Colore Nascoste delle Cose)
Nem sempre é convincente, mas que ainda assim tem certo charme
Emma e as Cores da Vida (Il Colore Nascoste delle Cose)
Itália, 17. 115 min. Direção de Silvio Soldini. Com Valeria Golino, Andrea Pennacchi, Adriano Giannini, Arianna Scommegna, Laura Adrian, Anna Fazelli.
Os brasileiros tem certa simpatia pelo diretor Silvio Soldini desde seu primeiro sucesso por aqui que foi Pão e Tulipas, depois Ágata, A Tempestade, Que mais Querer. Ele retorna agora num filme curioso pelo tema que é raro, a história de uma mulher que é cega, mas que mesmo assim continua a ter uma vida profissional normal que caminha pelas ruas sem medo, até quando conhece um publicitário italiano, o galã Giannini que também conheço pouco, mas faz o típico Don Juan que vai gostar de experimentar com uma mulher diferente. Quem rouba o filme é ainda bonita e já veterana Valeria Golino (que conheci em Porto Alegre como turista, e me fez rir jurando que não fotografava bem em televisão, ainda que tenha estrelado filmes americanos com Dustin Hoffman como o sucesso Rain Man, que lhe deu o Oscar de melhor ator e outros como Top Gun 1 e 2 e Fuga de Los Angeles. Valeria nasceu em 1965, continua bonita e já tem quase 100 filmes!). O filme é basicamente uma love story que seria impossível ou não, sobre esse quarentão que tem amantes e sucesso como publicitário, mas não consegue resistir em seduzir essa mulher diferente. Nem sempre é convincente, mas que ainda assim tem certo charme.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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