RESENHA CRÍTICA: A Lenda de Barley Thompson (The Legend of Barley Thompson)
Acho Emma Thompson uma brilhante atriz e humorista, mas aqui não deixa de cair na caricatura pura, o que é irritante
A Lenda de Barley Thompson (The Legend of Barley Thompson)
Escócia, Inglaterra, 2015. 1h36. Direção de Robert Carlyle, Roteiro de Richard Cowan, Robert Lindsay,Colin McLaren. Ray Winstone, Emma Thompson, James Cosmo, Tom Courtenay, Ashley Jensen, Martin Compston.
Esta é uma comédia escocesa que me passou despercebida quanto estreou no Brasil algum tempo atrás. As críticas que vi no Adoro Cinema não são nada simpáticas embora o filme tenha tido prêmios em Monte Carlo em festival de comédias (inclusive melhor filme e atriz Emma) também pelo jornal Evening Standard (atriz) e o Bafta local (Emma e filme). De qualquer forma, é mais bem compreendida em sua terra natal, já que tem problemas de linguagem e dialetos e um humor extremamente negro e nem sempre eficiente. O diretor do filme você conhece, Carlyle, de Ou tudo ou Nada, ou Trainspotting, sendo esta sua primeira experiência no gênero. Ele se faz de feio e cara maldosa, quando interpreta um barbeiro carrancudo e briguento, mas também incompetente. O problema é que há um serial killer a solta que envia pedaços de corpos e muita confusão com diferentes policiais inimigos entre si. Acho Emma Thompson uma brilhante atriz e humorista, mas aqui não deixa de cair na caricatura pura, o que é irritante. Enfim, o filme em clímax pelo menos é totalmente pesado (e nem todos vão se divertir). Ainda assim vale o registro.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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