RESENHA CRÍTICA: As Aventuras de Robison Crusoé (The Wild Life)

Tem um desenho bonito, cuidado com detalhes, cores vibrantes, mas...

30/11/2016 21:23 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: As Aventuras de Robison Crusoé (The Wild Life)

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As Aventuras de Robison Crusoé (The Wild Life)

Bélgica, França, 16. 91 min. Direção de Vincent Kesteloot e Ben Stassen.

Não é nenhuma obra prima mas chega a ser uma boa surpresa tecnicamente. Boa animação, bela fotografia (o uso de luz, por exemplo, de fogueiras é muito bonita, também do oceano), simpático uso de animais, o que é ótimo para crianças inclusive uma arara que é bem do estilo brasileiro! Por outro lado, existem dois gatos safados e a morte de um animal que faz as crianças se aborrecerem e com toda razão.

Não sei se as crianças de hoje conhecem Robinson Crusoé, já que Disney nunca abordou o tema (mas existem, eu fui checar vários desenhos sobre o assunto assim como vários longas com atores, parece que o último inclusive o James Bond Pierce Brosnan). A história é contada em flashback pela arara chamada de Terça-Feira. Robison além de ruivo, ainda é bem jovem e está num navio que naufraga, ajudado da metade do filme em diante por uma série de outros bichos afáveis que vivem se metendo em confusões. Terça-Feira sonha em descobrir o mundo e depois de uma violenta tempestade encontra Crusoé se unem aos outros animais para tentarem escapar dali (há bastante ação!). Naturalmente há os dois gatos selvagens vilões...

Curiosamente o filme era originalmente um curta-metragem que passava em parques na Europa. O longa custou 13 milhões de orçamento e rendeu apenas 8 milhões nos EUA. Como já disse, tem um desenho bonito, cuidado com detalhes, cores vibrantes, uma trilha musical dinâmica e temos que admitir, a história tem pouco a ver com o original! Ou seja, não é Disney.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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