RESENHA CRÍTICA: No Olho do Tornado (Into the Storm)
Não é para ser levado muito a sério este filme B de efeitos especiais e elenco desconhecido
No Olho do Tornado (Into the Storm)
EUA, 89min. Direção de Steven Quale.Roteiro de John Swetnam (Eu Danço, Ela Dança, Evidências).Com Richard Armitage, Sarah Wayne Callies, Matt Walsh, Max Deacon, Nathan Kress,Alycia Debnam Carey, Jeremy Sumpter, Kyle Davis.
Não é para ser levado muito a sério este filme B de efeitos especiais e elenco desconhecido (a única exceção seria Richard Armitage, da serie Hobbit e Capitão America) que nem hora e meia de produção chega a ter, seu diretor é desconhecido que tem orçamento de 50 milhões de dólares (Premonição 5 é a exceção, mas se serve de consolo foi assistente de James Cameron, inclusive em Avatar, onde assinou pela a unidade ao vivo na Nova Zelândia!). E cujo trabalho, segundo os críticos, faz qualquer filme do diretor Roland Emmerich parecer obra prima. Só que alguém se deu ao trabalho de cortar todos os dramas pessoais, conflitos humanos e qualquer cena de interesse e emoção.
Quando um sistema de tempestade de enormes proporções está para chegar a cidade de Silverton, no Meio Oeste, trazendo uma onda atrás de outra de tornados, o herói é um assistente-diretor de escola no dia da formatura! Tenta dispersar os alunos, enquanto há também um grupo de dito cineastas, caçadores de tempestades como os que vemos na televisão, inclusive a meteorologista Allison (Sarah), que tentam chegar mais perto o possível das tempestades. Donnie, filho do diretor miraculosamente consegue ficar ao lado de sua paixãozinha (Alycia) se oferecendo para ajudá-la num trabalho escolar. Este seria um daqueles filmes que se inspiram na ideia da found footage, cenas encontradas após o desastre mas é tão ingênuo e incompetente que torna Twister em comparação uma obra prima.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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