RESENHA CRÍTICA: Na Mira do Atirador (The Wall)

Francamente dinheiro jogado fora para alegrar o ego de um diretor pretensioso

30/08/2017 10:41 • Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CR�TICA: Na Mira do Atirador (The Wall)

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Na Mira do Atirador (The Wall)

EUA, 17. 1h28min. Direção de Doug Liman, com Aaron Johnson, John Cena, Larth Nakl.

É curioso como duas gigantes das novas produtoras americanas acabaram fazendo projetos muito semelhantes e com pouca repercussão e sucesso. Primeiro foi a Netflix que fez há pouco uma comédia de guerra com Brad Pitt (War Machine) e Sand Castle com Nicholas Holt, um drama de soldado em conflito na Guerra no Deserto. Ambos passaram em branco porque eram medíocres. E agora chegou a produção da rival e por enquanto menos forte Amazon que mesmo sendo dirigida por um cineasta importante e famoso (Liman fez A Identidade e A Supremacia Bourne e o Ultimato Bourne), não dá para entender porque ele se meteu agora em sucessivas produções rápidas (feito na América com Tom Cruise, Attica, Luna Park). Mas o fato é que não há porque se repetir num drama banal e já visto sobre dois soldados que estão lutando no deserto, estão sendo atacados por um sniper/atirador de elite de quem não vemos o rosto e de quem são separados por um muro já caindo aos pedaços.

Tudo muito banal e já visto, onde os atores não têm chance de brilhar (Cena logo se vê ferido e o Aaron Johnson, sujo de areia, igualmente não tem maior chance). Para complicar mais ainda no roteiro original havia uma diferença fundamental (ah, não há flash backs ou maiores explicações), depois eliminada quando um deles é socorrido por um helicóptero.

Francamente dinheiro jogado fora para alegrar o ego de um diretor pretensioso.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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