RESENHA CRÍTICA: Em Busca De Vingança (Aftermath)

Aqueles porém que procuram apenas um passatempo, não vão encontrá-lo aqui

03/11/2017 09:23 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: Em Busca De Vingança (Aftermath)

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Em Busca De Vingança (Aftermath)

EUA, 17. 1h34 min. Direção de Elliot Lester. Roteiro de Javier Gilon. Com Arnold Schwarzenegger, Scoot McNairy, Maggie Grace, Judah Nelson, Larry Sullivan, Jason McCune, Mariana Klaveno.

Tem atores que vão melhorando com a idade, outros são irrecuperáveis que é o caso de Arnold, 1947, que tem um de seus piores momentos neste filme muito discutível baseado vagamente em fatos reais e que tem um elenco desconhecido do segundo ou terceiro time. Não conhecia o diretor Lester (indicado ao Emmy faz tempo por Nightingale) e que fez o filme de ação Blitz com Jason Statham (11), Nightingale - Peter e Sua Mãe, com David Oyelowo, 14, Sleepwalker,17, com Richard Armitage.

Arnold usa aqui a maior parte do tempo uma barba branca e as expressões mais carregadas e caricatas possíveis (além de um momento trágico onde toma banho pelado) exatamente tudo o que devia evitar. Se fizesse cara de nada se sairia melhor para retratar o drama pessoal de um empregado/ gerente de construção que tem um trauma devastador quando sua família toda - mulher e filha - morre num desastre de aviação na Alemanha. O pior ainda é que o horror foi causado por um erro humano, um funcionário que tomou decisões erradas e não foi especialmente condenado por isso. Roman, ou seja, Arnold, não se conforma e depois de certo tempo mata o culpado e por isso vai para a cadeia. Anos depois é perseguido pelo filho da vítima.

Baseado no caso da Bakishirian Airlines Voo 2937 em choque com o avião da DHL Voo 611, em 1 de julho de 2002, em cima da cidade de Uberligen, na Alemanha. O filme foi feito em Columbus Ohio, lugar onde Arnold costuma realizar seus eventos de esporte e onde esbarra no filme no verdadeiro prefeito do lugar, Michael Coleman.

Ate aí nada demais, fora a canastrice, com tudo meio de rotina, o que acho curioso é que o personagem de Arnold é inspirado no arquiteto russo Vitali Kaloyeve (e no acidente foram dois filhos mortos, não apenas um!) que, em busca de vingança, identificou o culpado, Peter Nielsen e o matou 2 anos depois diante de seus três filhos pequenos. Condenado a 8 anos de cadeia, mas ficou só dois anos, porque ficou demonstrado que em sua sentença a Corte não tinha levado em conta e em consideração seu estado mental. Isso não acontece aqui e que o protagonista criticou o filme por distorcer os acontecimentos. Dizendo que procurava por justiça e não uma desculpa. Aqueles porém que procuram apenas um passatempo, não vão encontrá-lo aqui.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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