RESENHA CRÍTICA: Piratas do Caribe: a Vingança de Salazar (Pirates of the Caribbean: Dead Men tell no Tales)

Se alguém viesse a me perguntar se eu queria assistir mais um filme da série Piratas do Caribe, no caso o quinto, certamente eu diria que não. E tinha razão...

25/05/2017 08:22 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: Piratas do Caribe: a Vingança de Salazar (Pirates of the Caribbean: Dead Men tell no Tales)

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Piratas do Caribe: a Vingança de Salazar Poster Cartaz

Piratas do Caribe: a Vingança de Salazar (Pirates of the Caribbean: Dead Men tell no Tales)

EUA, 17. 2h9min. Direção de Joachim Ronning, Espen Sandberg. Com Johnny Depp, Geoffrey Rush, Javier Bardem, Kaya Scodelario, Orlando Bloom, Keira Knightley, David Wenham, Brenton Thwaites, Stephen Graham, Kevin McNally, Paul McCartney.

Se alguém viesse a me perguntar se eu queria assistir mais um filme da série Piratas do Caribe, no caso o quinto, certamente eu diria que não. Que depois de dez anos e de fazerem muito dinheiro com uma enormemente bem sucedida franquia (que rendeu 3.729, 600.000 dólares globalmente) já me cansei de Johnny Depp (suas últimas aventuras e desventuras em nada ajudam a sucessão recente de fracassos) e vejo muito pouca coisa nova para ser reinventada. Também acho esquisito chamarem para a direção deste projeto uma dupla de cineastas noruegueses que ficaram mais ou menos conhecidos quando um filme deles chegou a ser indicado como no Oscar de produção estrangeira, e que foi exibido no Brasil, o bonito e aventuresco Kon-Tiki  baseado em fatos reais, 2012). Eles já haviam feitos outros trabalhos juntos e curiosamente aponta nos créditos que ele devem voltar num sexto capitulo! Mas fiquei com a impressão de que não valorizaram nem se dão bem com Mr. Depp...

Em um ponto do IDMB, comenta-se sobre o êxito da série (que é a décima segunda franquia de maior bilheteria em todos os tempos), seis anos depois da predecessora (a mais longa distância entre episódios), e quase todo rodado na Austrália (segundo eles, teria custado cerca de 350 milhões de dólares),o primeiro deles a não ser rodado no Caribe. É interessante para os brasileiros a presença no elenco no principal papel feminino de uma jovem filha de brasileira é a jovem Kaya Scodelario (nasceu em Londres em 92, o pai é inglês, o italiano vem do avô) e lembra muito a estrela italiana Anamaria Pier Angeli (1932-71, o amor de James Dean), Ela já tem 12 créditos entre eles o ainda inédito The King´s Daughter, a série de filmes Maze Runner Correr ou Morrer (14, a última parte deve sair em breve), O Morro dos Ventos Uivantes (11), Fúria de Titãs com Liam Neeson, 11 e a estreia em Lunar, 09. Nada mal para alguém tão jovem. Para conseguir o papel ela concorreu com outras quatro jovens na Austrália depois que foi escolhido o jovem australiano Brenton Twaithes (que fez em Hollywood, Malévola, O Espelho, Deuses do Egito, O Doador de Memórias etc.). O filme tem ainda de atores convidados a volta de Orlando Bloom, depois de longa ausência, a presença de um famoso astro da música de forma irreconhecível e uma participação afetiva de uma estrela inglesa. O personagem titulo, o fantasma latino, Salazar efeito pelo ator espanhol vencedor do Oscar Javier Bardem (mas sua mulher Penélope Cruz que já fez parte da franquia não esta presente).

Não se sabe ainda qual será o resultado de bilheteria desta nova aventura, que estreia entre 24 e 26 de maio (esta data nos EUA), mas é um risco competir uma franquia já velha diante de tantos outros blockbusters previstos para a temporada de verão. Já falei como Depp perdeu sua aura de estrela, mas é curioso verificar também como ele parece estar desatendo no filme, dando suas réplicas sem ênfase e quase sempre escondido atrás de uma maquiagem pesada (lógico que seguindo a moda atual também há uma sequência bastante longa onde ele volta no tempo e fica jovenzinho novamente! Até fotogênico. Mas o que sente-se a falta era sobre vivacidade de malandro, de comediante, não de alguém se arrastando de um momento de perigo para outro.

E nisso o filme não falha num roteiro bastante complicado e confuso, com muita enrolação. A trama central é sobre o Capitão Jack Sparrow que está vivendo uma fase ruim quando espíritos de piratas fantasmas são liderados pelo antigo inimigo (o veterano da série Geoffrey Rush), mas principalmente pelo mais vingativo ainda o Capitão Salazar que fugiu do Triângulo do Diabo determinado a matar todos os piratas do oceano. A única esperança de escapar é se Jack conseguir chegar até o lendário Tridente de Poseidon, que poderá dar domínio completo a seu possessor e controle sobre os oceanos. Ou seja, teremos grandes perseguições, lutas de canhões e piratas se atracando entre si,um ataque de tubarões já mortos, e muita destruição. Mas não muito humor. Na verdade, achei a primeira parte banal, a do meio confusa e fraca, sendo que só a parte final consegue se tornar melhor humorada mas ainda assim sem deixar de ser o mais fraco da série.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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