RESENHA CRÍTICA: Invisível (Invisible)

o filme é uma derrapada assustadora e insuportável para a maior parte dos espectadores. Candidato certo ao filme mais aborrecido do ano

03/11/2017 12:22 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: Invisível (Invisible)

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Invisível (Invisible)

Argentina, 17. 1h17min. Direção e roteiro de Pablo Giorgelli. Com Mora Arenillas, Mara Bestelli, Agustina Fernandez, Diego Cremonesi, Paula Fernandez Mbarak.

A vida e o cinema são muito cruéis. Vejam o que aconteceu com o diretor argentino chamado Pablo Giorgelli (1967- ), um roteirista que conseguiu fazer inesperado sucesso com um filme chamado Las Acacias, 2011, que fez inesperado sucesso em toda parte. Melhor estreia na Argentina, melhor filme em Bergen, Biarritz, Bratislava, também Grand Prix, melhor filme; British Film Institute, 4 prêmios em Cannes (entre eles Camera D´Or para estreante), Lima, Oslo, o importante San Sebastian.

Passou no Brasil, mas se me lembro bem em circuito de arte apenas, porque o filme de estrada é um pouco melancólico. Ruben é o nome de um solitário motorista de caminhão que está levando há anos a carga de Assunção, no Paraguai para Buenos Aires, levando madeira. Mas a viagem agora é diferente por causa de Jacinta, que o acompanha como passageira levando escondida a pequena Anahi, de oito meses. Os dois não conversam muito nem exigem muito, mas daquela viagem algo importante pode surgir. Preciso dizer mais?

Bom, o encantamento geral não se espalhou para o próximo filme do diretor que se chama justamente Invisível (Invisible, 17). Pobre coincidência porque o filme em coprodução com a França e participação da Itália, não deu certo em nenhum grande Festival (só temos registro de que concorreu em branco em Veneza).

Agora a história se passa em Buenos Aires, onde Ely tem 17 anos, e depois da escola trabalha numa loja de Pets. Quando descobre que está grávida, entra em crise, apesar de querer demonstrar que nada sucedeu de diferente. Com medo e preocupada ela tem problemas em tomar uma decisão. Porque o pai é um adulto, filho casado do seu patrão. Tem gente que pode gostar da atriz porque ela passa a maior parte do filme em total silêncio. O diretor adora cenas silenciosas em que a heroína fica olhando pela janela, da casa, ou do ônibus. Ou seja, não há ação, quase nenhuma trama ou momento de ação. A brincadeira que os críticos fizeram é que tem 87 minutos mas parece 87 horas! Ficamos sem saber quase nada de sua vida em casa, mas o filme é uma derrapada assustadora e insuportável para a maior parte dos espectadores. Candidato certo ao filme mais aborrecido do ano. Realmente é invisível no melhor termo da palavra.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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