RESENHA CRÍTICA: O Dia Depois (Ge-Hu Sang-Soo Hong)

Suponho que haja pessoas que podem gostar deste tipo de filme

13/04/2018 11:13 Por Rubens Ewlad Filho
RESENHA CRÍTICA: O Dia Depois (Ge-Hu Sang-Soo Hong)

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O Dia Depois (Ge-Hu Sang-Soo Hong

Coréia do Sul, 2017. 1h32min. Diretor-e roteirista San Soo Hong. Elenco: Min Hee Kim, Hae hyo Kong, Yunhee Cho, Ki Joa bang.

Selecionado para o Festival de Cannes, foi premiado em Busan como melhor ator e o grande Premio, International Cinephile e concorreu em San Sebatian, Argentina, AFI, Asian Film Awards, Lisboa, Munich, Rotterdam.

Este é um filme difícil, daqueles que a gente chamava antigamente de “arte” em preto e branco, lento, praticamente fechado em poucos sets, e já encontrei gente que achou que ele era comédia. Faz me rir realmente. Ser curto é um remédio. Este é resumo oficial do IMDB: A história de Bongwan, que dirige uma pequena editora em Seoul e está acordando cedo, muito cedo todo dia. Por que isso acontece? Sua esposa pede uma explicação. Mas ele não da uma resposta concreta. A caminho do trabalho ele relembra a mulher que o abandonou há um mês atrás, mas no seu escritório ele encontra Areum, sua nova secretária, jovem e bonita. Sua esposa descobre um poema de amor escrito por ele. Furiosa vai na livraria, mas ataca ao confundir a pobre Areum com a antiga amante do marido.

Suponho que haja pessoas que podem gostar deste tipo de filme. O diretor coreano, formado em Chicago, já fez 21 filmes (também com tal pobreza não é de admirar). E parece que infidelidade e identidades erradas são seus temas favoritos. Cheio de papo furado num mesmo restaurante. O final tampouco ajuda muito. A parte menos aborrecida é justamente num final irônico (que não merece spoiler).

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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