RESENHA CRÍTICA: Miss Bala (Idem)
Nada de muito novo, mas ao menos se registra um triste fato real
Miss Bala (Idem)
EUA, 2019. 1h33min. Direção de Catherine Hardwicke, escrito por Gareth Dunnet-Alcocer. Baseado num filme mexicano do mesmo nome de 2001. Música de Alex Heffes. Com Gina Rodriguez, Ismael Cruz Cordoba, Aislinn Derbez, Cristina Rodlo, Anthony MacKie, Matt Lauria, Damian Alcazar.
Foi realmente muito sucesso no México e na língua latina esta aventura policial muito particular, que agora foi feita por uma diretora radicada nos EUA (Hardwicke, 1955, dirigiu filmes como Já Estou com Saudades, Plush, muitos telefilmes, A Garota da Caspa Vermelha, Os Reis de Dogtown, Crepúsculo!). Basicamente é um filme para consumidor latinos e por causa disso fez grande sucesso em sua versão de estreia mexicana (nesta aqui já mais conhecida, o reconhecimento tem sido menor e de menor bilheteria). Mas os latinos já pegaram a mão com a violência cotidiana principalmente para as mulheres que sempre são vítimas de bandidos e traficantes, mas nem menos por isso deixam de lutar pela sobrevivência, família e filhos! Observa-se os bastidores das moças envolvidas com traficantes e policias, procurando sempre dinheiro e uma vida decente, nada de muito novo, mas ao menos se registra um triste fato real.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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